Connvênio posterga e depois nega autorização para cirurgia

Marcelo Moreira

15 de setembro de 2009 | 22h19

Há alguns casos em que o “comércio” da saúde se torna indecente. Tudo fica pior quando o plano de saúde menospreza o consumidor e faz de tudo para maltratá-lo. Veja o que aconteceu com leitor Hernani R. da Silva, de São Paulo, quando precisou da Unimed Paulistana:

“Faz mais de um mês que meu médico solicitou autorização da Unimed Paulistana para que eu fosse submetido a uma cirurgia, mas a única resposta que obtive foi que devo aguardar por uma análise. Enquanto isso, meu problema está se agravando.”

RESPOSTA DA UNIMED PAULISTANA: Na guia de solicitação de internação, preenchida pelo médico, ele informa que o tempo de evolução do cisto sacro é de nove meses, ou seja, teve início três meses antes da assinatura do contrato. Como o sr. Hernani não declarou a doença pré-existente, será convidado a preencher nova ficha de saúde. Dessa forma, fica mantida a negativa para a realização da cirurgia, já que a carência prevista em contrato é de 24 meses. O beneficiário poderá realizar a cirurgia depois do dia 1º de fevereiro de 2011.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: A resposta da Unimed não condiz com o que a lei garante ao consumidor. É obrigação da empresa de saúde, antes da assinatura do contrato, fazer a verificação da existência de doença preexistente. Mais: mesmo constatada a doença preexistente, a empresa deve oferecer ao consumidor a alternativa de pagar um certo valor e obter atendimento imediato, ou deixar a critério do consumidor aguardar por dois anos o transcurso para passar a ter o atendimento sobre a enfermidade preexistente.

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