Condomínio pode ter alta de até 15%

Marcelo Moreira

02 de setembro de 2009 | 22h18

PAULO DARCIE – JORNAL DA TARDE

Os últimos meses do ano podem reservar surpresas amargas para quem mora em prédio. O motivo é a possível alta de até 15% nas quotas condominiais, caso a administração não preveja gastos com o 13º terceiro salário, as férias de funcionários e o dissídio da categoria.

Segundo Angélica Arbex, gerente de marketing da administradora de condomínios Lello, o aumento “acontece mais em prédios que fazem autogestão, o têm um planejamento prévio”.

No entanto, diz ela, o mais comum é que os condomínios diluam os gastos durante o ano, para não haver surpresas em outubro, quando começa o rateio para as despesas extras. “Cerca de 80% dos condomínios que administramos diluem os gastos. Em alguns de alto padrão, em que o aumento não representa custo muito pesado para os condôminos, se prefere pagar tudo em dois meses.”

O susto pode ser menor, segundo o vice-presidente de administração do Secovi-SP, Hubert Gebara, se o síndico recolher, nas quotas, 8,3% do total dos gastos com pessoal a cada mês. “No fim do ano, o condomínio já tem 100% dos custos com férias e 13º terceiro”, afirma.

O dissídio de outubro, segundo Gebara, é baseado na inflação, medida pelo IGP-M, acumulada entre outubro do ano anterior e setembro. No ano passado foi de 9%. “Nesse ano, porém, o dissídio deve ser pequeno”, diz ele, lembrando que o IGP-M, entre outubro do ano passado e julho deste ano está negativo em 0,44%.

O Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios (Sindifícios), fala em aumentos de 10% para salários acima dos pisos e de 12% para os iguais ao pisos de cada função. O sindicato avalia como satisfatórias as porcentagens atingidas nos últimos anos.

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