Concorrência pequena afeta qualidade na telefonia

Marcelo Moreira

08 de março de 2010 | 23h07

CAROLINA DALL’OLIO – JORNAL DA TARDE

 

Entre as causas apontadas pelos especialistas para o crescimento do número de reclamações e baixa procura pela portabilidade no Estado de São Paulo está a questão da qualidade do serviço oferecido pelas companhias de telefonia fixa e móvel. E isso está diretamente ligado à falta de concorrência no mercado brasileiro, principalmente quando se trata de telefone fixo.

“No caso de São Paulo, apenas nos grandes centros o consumidor tem mais de uma opção. A falta de concorrência prejudica o consumidor, pois não há disputa pelo cliente e esse perde em qualidade e preço”, diz João Paulo Bruder, analista de Telecom da IDC.

Para telefonia móvel, há quatro operadoras que atuam em todo o Estado de São Paulo: Claro, Oi, TIM e Vivo. E, em breve, poderá ter uma quinta concorrente. O governo estuda abrir a banda H, mais uma faixa de transmissão de informações para telefonia móvel. E o critério é que nenhuma operadora que já atua no mercado poderá participar da licitação, que será aberta ainda este ano.

Já para a telefonia fixa, o número de operadoras é menor e não atinge todo o Estado. Mas a Telefônica, Embratel e TIM logo terão a empresa paranaense GVT (com parte de capital francês) como concorrente.

A companhia anunciou em 2009 que entrará este ano no mercado paulista, começando em algumas cidade da Grande São Paulo, mas os nomes não foram divulgados. O mercado especula que a própria GVT deva brigar pela operação da banda H de telefonia celular.