Concorrência entre bancos é uma arma para os clientes

Marcelo Moreira

13 de agosto de 2012 | 17h00

A comparação entre taxas faz toda a diferença para quem precisa de crédito. Um exemplo: o consumidor paga R$ 6344,53 ao final de um empréstimo de R$ 5 mil parcelado em 24 vezes a uma taxa de 2%. Já com uma taxa de 6%, o valor pago sobe para R$ 9561,48.

“A justificativa de que é preciso abrir conta para avaliar crédito é balela”, afirma Lucimara Makhoul, professora de gestão de crédito na Faap. Ela lembra que os bancos conseguem saber, apenas com o número de CPF, todo o histórico do cliente num passado de cinco anos e, assim, concluir se ele é ou não um bom pagador.

“O Código de Defesa do Consumidor condena a aquisição de um produto para ter o benefício de outro. A adesão a um pacote para ter acesso a uma taxa mais baixa é de fato venda casada”, afirma a advogada e coordenadora institucional da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), Maria Inês Dolci.

Segundo o Itaú, a avaliação de risco é feita em “condições responsáveis para concessão de crédito”. O Bradesco diz que as taxas variam conforme o relacionamento.

Já o Santander informou que tomou providências para evitar o ocorrido. A Caixa lamentou as informações incorretas e disse que conta-salário ajuda a baixar o juro. O BB disse que não adota prática ilegal de “venda casada” e que o juro máximo do crédito pessoal é de 3,84% ao mês.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.