Comparar preços de tarifas bancárias tem de se tornar um hábito

Marcelo Moreira

24 de setembro de 2008 | 16h42

FABRÍCIO DE CASTRO – JORNAL DA TARDE

Ao comparar os valores dos pacotes padronizados e das tarifas avulsas é possível saber até que ponto seu banco está cobrando caro.

A diretora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci, lamenta que, no Brasil, os clientes de bancos não tenham o costume de observar as tarifas informadas nos extratos. “As pessoas não lêem os extratos, nem sabem o quanto pagam de tarifas.”

Se os encargos começarem a pesar no bolso, a solução é trocar de banco. Foi isso o que fez o funcionário público Eduardo Gombio, que já encerrou contas em dois bancos e mantém relação, atualmente, com apenas uma instituição. “Recebo meu salário nesse banco e pago um pacote de serviços. Mas costumo receber a cobrança de outras tarifas.” Para Gombio, as tarifas poderiam ser menores. “Acho a cobrança abusiva. Eu nem chego a utilizar o serviço completo.”

O professor Valter Roberto da Silva, de 40 anos, também critica os valores cobrados. “As tarifas são altas, até porque a qualidade dos serviços deixa a desejar”. Cliente de dois bancos, chegou a encerrar uma conta por causa das tarifas. “As tarifas eram altas e o atendimento bem ruim.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.