Como equilibrar as contas extras depois dos gastos de fim do ano

Marcelo Moreira

11 de janeiro de 2010 | 22h54

DA AGÊNCIA BRASIL

Depois das festas de fim de ano, vêm janeiro e fevereiro com uma enxurrada de contas extras. Além dos gastos com férias e as faturas dos presentes de Natal, é a hora de comprar o material escolar das crianças e de pagar o IPTU e IPVA.

Mas como equilibrar todas as contas, como por exemplo os impostos, sem ficar no vermelho? O melhor é pagar à vista ou parcelar?

O educador em finanças, Reinaldo Domingos explica que a resposta depende da situação financeira de cada um.

“É importante ter o cuidado de verificar: Se a pessoa não tem dinheiro, a opção é parcelar. No entanto, se ela tem o dinheiro, pagar a vista é o correto”, acrescentou Domingos.

De acordo com o especialista, o parcelamento é a melhor opção para os endividados e para as pessoas que não têm dinheiro sobrando. Ele recomenda o pagamento à vista apenas para quem dispõe de uma poupança.

Como é o caso da funcionária pública Maria de Lourdes Alves Bezerra. Há anos, ela conserva o hábito de guardar dinheiro e prefere fazer um esforço para pagar todas as contas à vista.

“Eu gosto de pagar as minhas contas à vista porque eu ganho um desconto e quanto mais rápido eu pagar, mais rápido eu fico livre delas. O IPTU todo ano eu pago à vista. Eu vou juntando o dinheiro no decorrer do ano. Então, quando ele chega, é só quitar a dívida”, afirmou Maria.

No entanto, o educador em finanças alerta que antes de decidir aproveitar o desconto do IPTU e do IPVA no pagamento à vista, é preciso fazer uma análise das despesas dos próximos seis meses e verificar se o dinheiro realmente está disponível.

“Se esse dinheiro vai fazer falta daqui a três meses, o parcelamento é a melhor opção porque em muitas vezes você busca o desconto de 3% é em três meses você está entrando no cheque especial pagando 10% de juros ao mês”.

Reinaldo Domingos lembra ainda que para valer a pena, o valor do desconto, por exemplo, no IPVA e no IPTU, que é diferente em cada estado deve ser de pelo menos 3%.

“Acima de 3% é uma vantagem muito grande optar pelo desconto porque não tem no Brasil nenhuma aplicação que renda mais de 1% e que dê melhores condições do que obter o desconto “, recomendou.

Domingos acrescenta ainda que para ter um 2010 sem dívidas é preciso planejar. Para ele, é importante colocar na ponta do lápis todos os gastos e a renda líquida. “Com o diagnóstico financeiro a pessoa conseguirá saber para onde o dinheiro está indo e assim evitar os gastos desnecessários”.

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