Comércio virtual: empresas dizem que consumo alto surpreendeu

Marcelo Moreira

28 de junho de 2011 | 18h20

do Estado de S. Paulo

O presidente do Grupo Hermes, que opera o Comprafácil.com, Gustavo Bach, admite que o grupo, apesar de ter se preparado, foi surpreendido pela demanda do Natal e as entregas atrasadas prejudicaram as operações até março. Mas ele diz que a causa não está dentro da empresa.

“O e-commerce cresceu muito, mas as companhias terceirizadas que fazem as entregas não se profissionalizaram. As transportadoras não estão preparadas para a demanda”, diz Bach. Ele cita a dificuldade de ter um mesmo transportador para produtos de dimensões e especificidades diferentes.

No fim do ano passado, a Nova Pontocom (união de do comércio eletrônico de Extra, Ponto Frio e Casas Bahia) tomou a decisão de interromper as vendas com entrega para o Natal.

Por e-mail, a empresa afirmou que, “por maior que fosse o impacto nas vendas, era melhor minimizar o impacto aos clientes”. Na web desde 2009, o Walmart diz que seus problemas não foram graves, mas já se prepara para amenizar possíveis encrencas no próximo Natal. “Vamos diversificar a distribuição ou até mesmo desenvolver uma empresa de entrega. Mas não vai ser fácil”, diz Flávio Dias, diretor geral de e-commerce do Walmart.

A B2W (Americans.com e Submarino) não quis dar entrevista.

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