Comércio intensifica luta pelo cadastro positivo

Marcelo Moreira

16 de março de 2009 | 20h31

ADRIANA FERNANDES – O ESTADO DE S. PAULO

O comércio varejista quer que o Congresso aprove logo o cadastro positivo, mas teme a pressão dos grandes bancos e cartórios, e até já oferece ao consumidor um seguro contra a perda do emprego por um adicional de R$ 2 a R$ 3 nas prestações.

Segundo o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior, a aprovação do projeto é importante para diminuir a inadimplência e reduzir os custos dos financiamentos.

“O volume de crédito no País cresceu, mas é muito pequeno em relação ao que poderia ser. A inadimplência aumentou nos últimos meses, mas não temos índices alarmantes.

O varejo já fez um arrocho na forma de conceder o crédito para pessoa física. Por isso, o número de consultas ao SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) cresceu. Mas o faturamento não”, diz o empresário.

Segundo ele, o próprio varejo tem filtros dentro do seu negócio, já que o comerciante só consulta quando a pessoa foge do seu filtro, porque ir ao SPC tem um custo.”

Sobre a ameaça do desemprego, Pellizzaro diz que a sua entidade fez um convênio com uma seguradora para dar garantia de crédito no caso de perda do emprego.

O consumidor vai fazer a opção se quer pagar R$ 2 ou R$ 3 a mais na prestação para deitar e dormir tranquilo e não cair no SPC. É um produto que foi desenvolvido para as classes D e E.

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