Combustível: mais bombas irregulares

Suspeitas de irregularidades na bomba dos postos de combustível lideraram o ranking d queixas e denúncias formalizadas na ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem) entre janeiro e outubro deste ano

Marcelo Moreira

26 de novembro de 2010 | 08h19

Saulo Luz

Suspeitas de irregularidades na bomba dos postos de combustível lideraram o ranking d queixas e denúncias formalizadas na ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem) entre janeiro e outubro deste ano. Foram 496 queixas no período (28,2% do total), contra 429 no mesmo período do ano passado aumentaram (aumento de 16%).

“O consumidor acaba recebendo menos combustível do que está pagando e aparece no medidor”, diz Sonia Amaro, ouvidora do Ipem-SP. Ela conta que os problemas ocorrem tanto por falha nos instrumentos quanto fraude. “Alguns postos utilizam dispositivos na bomba para que apareça (no mostrador) uma quantidade maior de combustível do que realmente está indo para o tanque do veículo”, completa.

O segundo maior motivo de queixas foi o hidrômetro (utilizado para medir o consumo de água dos imóveis), com 490 denúncias (27,8% do total). No mesmo período do ano passado, o medido recebeu apenas 187 reclamações (aumento de 162%). “Um indicativo de que o hidrômetro está desregulado é quando a conta de água chega bem maior”, diz Sonia.

Mas o maior crescimento de queixas aconteceu nos extintores de incêndio (350%) – foram apenas 20 no ano passado e 90 em 2010. O aumento foi tão grande que os extintores saltaram da 9ª posição (2009) para a terceira colocação em 2010 (5,1% do total de queixas no ano).

Além disso, foram registrada ainda 86 reclamações (4,9% do total) contra oficinas de manutenção e recarga de extintores usados – o 4º maior motivo de denúncias. “É preciso ficar atento, pois tanto vendedores quanto oficinas comercializam extintores com quantidade menor do produto (normalmente água ou pó químico) do que o informado no rótulo”, diz Sonia.

As denúncias foram investigadas e o produto que teve maior índice de reprovação foi a cesta básica, com 78,6%. Na segunda colocação, 50% dos produtos têxteis foram reprovados, seguidos pelo pão francês (46,3%) e extintores de incêndio (45,2%).

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