Cliente quebra a perna em três lugares, mas convênio enrola para atender

Marcelo Moreira

20 de agosto de 2011 | 16h45

Você quebra a perna em três lugares e é levado urgentemente para um pronto-socorro para ser atendimento. Mas eis que o plano de saúde de péssima qualidade resolve exigir uma série de documentos absurdos e ainda obriga o beneficiário a esperar, com a perna quebrada, um “parecer do departamento de análises e autorizações”. A Unimed Paulistana é um risco à saúde de seus beneficiários. Veja a narrativa inacreditável do leitor Denis Eduardo Riberiro, de Poá (SP):

“Minha esposa sofreu um acidente e teve três fraturas na perna. Ela foi levada a um hospital público e logo pedi transferência para um da Unimed Paulistana, da qual temos convênio. Mas, além de dificultar o atendimento pedindo documentos, a empresa fez minha esposa esperar horas até que a remoção fosse feita. Quando chegamos ao hospital, pensamos que este estaria preparado para fazer a cirurgia e, para a nossa indignação, o procedimento não estava sequer liberada pela Unimed. Até quando verei minha mulher chorar de dor, à espera de um atendimento dos hospitais credenciados da Unimed?”

RESPOSTA DA UNIMED PAULISTANAA Unimed Paulistana informa ter recebido a solicitação de remoção da beneficiária Cátia Silva Miranda a um prestador da rede credenciada, mas não pode remover um pacientes para hospitais que não tenham condições de dar o atendimento médico. Só achamos a vaga após contatarmos 14 hospitais credenciados. Quanto à solicitação de cirurgia de fraturas, informamos que alguns procedimentos necessitam de autorização prévia, que é avaliada pelo departamento de análises e autorizações.

 COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: Para conseguir a autorização da cirurgia, a empresa onde a esposa do leitor trabalha teve de interferir no caso.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESAVê-se que a cliente da Unimed, com três fraturas graves na perna, chorou e gritou de dor durante quase 48 horas até ser submetida à cirurgia. Quase todo esse tempo foi gasto na tortura da burocracia e indiferença da empresa, que tratou-a com insensibilidade. A conveniada deve levar a empresa aos tribunais, para reivindicar reparação por dano moral.

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