Classe C puxou as vendas de consórcios

Marcelo Moreira

07 de junho de 2011 | 18h20

Saulo Luz

Com volume de negócios superior a R$ 25 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, os consórcios cresceram quase 39,7%, quando comparados ao mesmo período de 2010 (R$ 17,9 bilhões). No setor de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas), houve uma participação de 11,3% (janeiro a abril de 2011) nas vendas do mercado interno quando há um ano era de 8,3%.

No segmento de motos, a participação subiu de 26,2%, em janeiro último, para 31,6%, em abril. Já no mercado imobiliário, para cada cinco contratos de financiamento registrados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, há um relativo a contemplado no Sistema de Consórcios, de acordo com as informações oferecidas pelo Banco Central do Brasil.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, o crescimento é puxado pela classe C.

“O consórcio era muito presente nas classes A e B. Com o crescimento da renda da classe C, observamos uma procura por esse público. Muitos consumidores que não conseguiam financiar (por conta da exigências e altas taxas de juros), migraram para o consórcio”, diz.

Uma pesquisa feita pela Quorum Brasil, a pedido da ABAC (entre 49,4% de consorciados contemplados e 50,6% não contemplados), revelou mais que uma duplicação da presença da classe C nos setores de automóveis (158,3%) e motocicletas (153,6%), entre 2006 e 2010.

Paralelamente, as mulheres ampliaram sua participação nas compra de cotas, especialmente nos eletroeletrônicos (105%), caminhões (92,9%) e imóveis (70,8%), enquanto o número de jovens (20 a 29 anos) aumentou nos consórcios de automóveis (120%) e imóveis (50%).

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