Claro lidera ranking de reclamações do Procon

Marcelo Moreira

20 Junho 2012 | 08h47

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

Pouco antes do fim do primeiro semestre, a operadora Claro já é líder disparada em queixas na de telefonia móvel no Procon-SP. Entre 1º de janeiro a 14 de junho de 2012, foram 1.984 reclamações. Ou seja, 30% a mais que a TIM, segunda colocada e alvo de 1.385 reclamações no período.

Lideram também o ranking a Oi, com 996 reclamações, a Vivo, com 842, e a Nextel, com 506. A Oi e Nextel, porém, são as operadoras com menos capacidade de resolver os problemas via Procon no Estado de São Paulo. Na média, três em cada dez queixas que o órgão recebeu este ano contra ambas as empresas não são solucionadas.

O que todas as operadoras têm em comum são os tipos de problemas que mais levam os clientes paulistas a protestar no Procon. Em primeiro lugar, estão as queixas sobre cobranças indevidas e/ou abusivas, responsáveis por mais da metade do total de reclamações.

Em segundo lugar, vem as rescisões e alterações de contrato sem autorização do consumidor. O Procon informa não ter dados comparativos do ano passado que permitiriam acompanhar o desempenho das empresas no longo prazo.

Por meio de assessoria de imprensa, a Claro alega que “tem trabalhado para a melhoria contínua da qualidade dos seus serviços prestados aos consumidores”, e que se coloca à disposição para sanar todos os problemas por meio de atendimentos por telefone, pela internet e pessoalmente.

Apesar disso, o JT já noticiou que, ao procurar ajuda em uma loja, o cliente da Claro só pode conversar com um atende depois dos interessados em adquirir uma linha da operadora.

A TIM declarou que “assinou novo compromisso com o Procon-SP para participação no Plano de Metas de Redução de Demandas para 2012”. O Procon não confirma essa informação. A terceira colocada, Oi, afirmou que não comenta a lista do Procon.

“Existem quatro caminhos para o consumidor, e devem ser acionados ao mesmo tempo”, explica Josué Rios, advogado especialista em direito do consumidor e consultor do JT. “Deve-se publicar a queixa em jornais, em redes sociais, ligar a para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pelo número 1331, e procurar um Centro de Conciliação”.

Há centros de conciliação em diversos pontos da cidade de São Paulo: no Centro (telefone 2171-6421), na Lapa (3834-1573), na Penha (2093-6612, ramal 6208), em Pinheiros (3815-4844, ramal 236), em Santo Amaro (5548-3199, ramal 242), na Freguesia do Ó (3978-7118) e na Barra Funda (3661-1625).

Contatos de outros centros no interior do Estado estão no site do Tribunal de Justiça de SP – www.tjsp.jus.br.

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