Claro desiste de cobrar por reserva de iPhone

Marcelo Moreira

02 de setembro de 2008 | 22h02

FABIO LEITE – JORNAL DA TARDE

Depois de gerar muita polêmica, a Claro decidiu suspender a “taxa de reserva” de R$ 100 cobrada dos clientes interessados em garantir a compra do iPhone 3G, aparelho celular sensação da Apple que chegará ao País nos próximos meses.

Por meio de seu site, a operadora registrou mais de 100 mil cadastros de consumidores que desejam o novo modelo, mas não informou quantos desembolsaram a quantia sugerida.

Em nota, a Claro afirmou que “os clientes que já realizaram o pagamento como parte da reserva serão contatados pela operadora para a devolução do valor, sem que isso altere o fato de serem um dos primeiros a adquirir o iPhone 3G”.

A empresa informou, contudo, que vai manter a “iniciativa de contatar as pessoas cadastradas em seu site, para obter informações sobre o iPhone 3G, a fim de verificar o interesse na aquisição do aparelho”.

O procedimento começou a ser adotado na semana passada e, de cara, provocou protestos de órgãos de defesa do consumidor. O Procon-SP chegou a notificar a operadora na última sexta-feira alertando que a prática fere o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante o direito a informação.

“Ao realizar a reserva mediante pagamento sem apresentar as características do produto e do serviço, como o preço e o prazo de entrega, a Claro viola o direito a informação”, explica o diretor de atendimento do Procon-SP, Evandro Zuliani. O prazo para resposta termina hoje.

Segundo Zuliani, o cliente que pagou para reservar pode exigir o ressarcimento do dinheiro corrigido. Mesmo assim, diz, “ao apresentar os dados mínimos, como informar que se trata de um iPhone 3G, a operadora estabelece um vínculo de consumo e, por isso, continua obrigada a oferecer o aparelho ao cliente que ainda quiser comprá-lo após saber todas as condições.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.