Cinemas multados por óculos 3D sujos

Marcelo Moreira

16 de dezembro de 2011 | 07h07

Carolina Marcelino

Seis redes de cinema na Grande São Paulo foram autuadas pelo Procon-SP por não cumprirem as regras de higienização dos óculos usados na exibição de filmes em terceira dimensão (3D). As empresas são a Cinestar (sala do Shopping Iguatemi), Cinemark Brasil (salas dos shoppings Cidade Jardim, Market Place, Interlagos e Granja Viana), e o Cinépolis, do Shopping Largo 13.

De acordo com a Lei Estadual nº. 14.472/2011, os cinemas devem higienizar os óculos, embalá-los individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo, para depois fornecê-lo a outro cliente. Essa lei só não se aplica no caso de óculos descartáveis.

O diretor de fiscalização da Fundação Procon-SP, Renan Ferraciolli, explicou que as empresas que administram os cinemas serão multadas em valores que variam de R$ 400 a R$ 6 milhões, dependendo da situação financeira da empresa.

O oftalmologista e gerente do centro de estudos do Instituto Cema, Omar Assae, explica que a limpeza dos óculos é extremamente importante para evitar o contágio de doenças, como a conjuntivite. “Os olhos são muito sensíveis e essa doença é muito comum. Por isso, é imprescindível estes cuidados na hora do uso.” O artigo 11 do Código de Defesa do Consumidor diz que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não podem acarretar riscos à saúde dos consumidores.

A Lei nº 14.472/2011também determina que nos locais onde os óculos forem distribuídos devem ser colocados avisos com a mensagem: “Óculos higienizados nos termos da Lei Estadual nº 14.472/2011”.

Segundo o Procon, as seis empresas não apresentavam o cartaz com o número da lei nas salas vistoriadas. Além disso, os óculos do Cinestar, do Cinemark e do Cinépolis não estavam embalados a vácuo. Já o Cinemark Market Place foi autuado, pois ele exibia filme 3D, mas não fornecia os óculos.

“Se não há óculos não tem como assistir um filme 3D. Ou seja, a empresa fornece um serviço de péssima qualidade para o cliente”, diz Farraciolli, do Procon.

Os consumidores que forem a salas de cinema e notarem irregularidades devem procurar um órgão de defesa do consumidor, como a Fundação Procon- SP no telefone 151, e informá-los da situação.

Nenhuma das empresas que administram as redes de cinema autuadas respondeu à solicitação de informações da reportagem do Jornal da Tarde.

 

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