Celular ganha números iniciados com 5

Marcelo Moreira

24 de março de 2011 | 08h34

Saulo Luz

A partir de 4 de abril de 2011, as empresas de telefonia móvel (celular) que operam na região metropolitana de São Paulo poderão comercializar novas linhas com prefixos iniciados pelo dígito 5.

O objetivo da medida é aumentar a capacidade de numeração da telefonia móvel nessa região – acrescentando 6,9 milhões de novos números disponíveis para linhas telefônicas do serviço móvel do código de área 11.

Atualmente, a capacidade de numeração do serviço móvel na região é de 37 milhões e a área possuía mais de 28 milhões de assinantes na telefonia móvel em janeiro de 2011. Com a mudança, essa capacidade aumentará para 43,9 milhões. Claro, Oi e TIM já dizem que já trabalham para implementar a nova resolução.

A série de números “5XXX-XXXX” é hoje adotada para telefones fixos e parte será compartilhada com telefones móveis. Quando realizada uma chamada para um celular dessa série, as operadoras deverão informar se é uma ligação para telefone móvel por meio da mensagem “chamada para celular”.

Algumas operadoras já estão avisando os usuários sobre a mudança por meio de faturas, mensagens SMS e e-mails de marketing. O advogado Glauber Amorim, de 27 anos, recebeu um SMS de sua operadora a TIM. “A mensagem é curta e não muito clara, mas alerta para os usuários ficarem atentos a esses novos números que entrarão no mercado.”

Esse compartilhamento perdurará até que seja implementado o acréscimo de um nono dígito no número dos telefones celulares do estado de São Paulo, prevista para acontecer até o final de 2012. A medida elevará a capacidade de numeração na região metropolitana de São Paulo para 370 milhões, eliminando definitivamente o problema de escassez de numeração nessa área.

As prestadoras têm até dezembro de 2012 para implementar a possibilidade de discagem de um novo dígito à esquerda nos números de todos os celulares da área 11.

Quantidade ou qualidade

Na opinião de Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), a medida está aumentando a quantidade sem se preocupar em melhorar a qualidade do serviço.

“Não adianta ampliar a capacidade, se o serviço continua caro e com qualidade baixa, inclusive na capacidade de atendimento dos SACs das operadoras. Haja vista que o setor de telefonia móvel é um dos principais líderes de reclamações nos Procons”, completa.

No Ranking 2010 da Fundação Procon-SP, as quatro empresas de telefonia móvel que operam em SP estavam entre as 25 mais reclamadas (Claro em 5º, Oi em 11º, TIM em 13º e Vivo em 25º).

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