Celular e computador no seguro

Mais consumidores contratam apólice para proteger aparelhos eletrônicos contra roubo. Os casos cobertos pelos seguros envolvem roubo (existência de grave ameaça ou com o emprego de violência) ou furto qualificado (quando há destruição de obstáculo)

Marcelo Moreira

16 de agosto de 2010 | 18h46

Gisele Tamamar

Acostumada a andar de metrô e ônibus pela cidade de São Paulo, a relações públicas Lidiane Faria, de 25 anos, não pensou duas vezes para contratar um seguro contra roubo para seu iPhone. “É a primeira vez que faço um investimento alto em celular. Como me sinto exposta a situações de risco, não quero me preocupar”, conta Lidiane, que paga R$ 16,99 por mês pelo serviço.

A relações públicas faz parte de um grupo de pessoas que está cada vez mais preocupado com a segurança e o risco de ter seu bem eletrônico roubado fora da residência. Os casos cobertos pelos seguros envolvem roubo (existência de grave ameaça ou com o emprego de violência) ou furto qualificado (quando há destruição de obstáculo).

Segundo o professor da Fundação Instituto de Administração (FIA) e especialista em seguros, Antonio Penteado Mendonça, esse tipo de apólice tem grande potencial de crescimento influenciado pela preocupação das pessoas com segurança e o poder de consumo da classe média. Ele ressalta que essa faixa da população “entra no mercado de consumo como grande compradora de equipamentos eletrônicos”.

Ele afirma que as seguradoras também estão mais exigentes devido aos índices de violência e um maior risco de assaltos. “Hoje é mais complicado contratar um seguro para celular”, diz. Entre as operadoras, apenas a Vivo conta com essa opção em parceria com a seguradora Mapfre.

O diretor de Negócios Massificados da Mapfre, Valmir Alves da Silva, explica que a proteção inclui roubo ou furto mediante arrombamento. O preço varia de R$ 2,99 para aparelhos mais simples até R$ 16,99 por mês, no caso do iPhone.

 A contratação pode ser feita para celulares Vivo com até dois anos da data da compra. Cerca de 400 mil pessoas, sendo 200 mil no Estado de São Paulo, contrataram o serviço. “Chegamos a registrar mil atendimentos por mês”, diz.

Quem tem notebooks com até três anos de uso, palmtops e handhelds (computadores de mão) com até cinco anos de uso pode contratar o seguro de equipamentos portáteis da Porto Seguro, que tem cerca de 20 mil apólices.
 O consumidor tem cobertura em caso de roubo e furto qualificado (exceto quando deixado em veículos), danos elétricos, impacto de veículos, incêndio, raio ou explosão. O custo do seguro fica em torno de 14% do valor do equipamento.

Segundo o coordenador de Ramos Elementares da Porto Seguro, Marcelo Santana, antigamente o perfil da pessoa que contratava seguros para notebooks era de executivos. Agora, não existe um perfil predominante devido a popularização dos equipamentos.

A Ace Seguros também oferece cobertura para celulares e aparelhos eletrônicos móveis adquiridos em redes varejistas parceiras, como as Lojas do Baú.

O seguro é vendido apenas no momento da compra do aparelho e custa entre 15% a 20% do valor do bem com cobertura contra roubos e furtos qualificados.

A cobertura oferecida pela RSA Seguros, em parceria com as redes Ponto Frio e Fnac, inclui roubos e furtos qualificados de notebooks, câmeras digitais, celulares, MP3, MP4, iPods, filmadoras, GPS e videogames.

O seguro pode ser contratado na hora da compra e tem validade de um ano no mundo todo. Para receber um produto novo, igual ao roubado, é preciso apresentar o boletim de ocorrência. O preço médio é de 20% do valor do equipamento.

Antonio Mendonça, da FIA, destaca que é importante verificar os casos que o seguro não atende. A Porto Seguro não cobre os furtos simples, desaparecimento inexplicável ou extravio, por exemplo.

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