Caso está em análise desde 2008

Marcelo Moreira

09 de março de 2010 | 22h32

DO JORNAL DA TARDE

Em maio de 2008, o jornal Estado de Minas publicou reportagem sobre dois acidentes que teriam sido causados pela soltura repentina de uma das rodas traseiras de veículos Fiat Stilo em movimento. Dias depois, o JT apurou que o número de carros acidentados era bem maior: 13.

Em 27 de junho, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, instaurou processo administrativo contra a montadora em razão do aparente defeito no eixo da roda traseira do Stilo, modelo produzido em Betim (MG). O órgão deu prazo de dez dias para a fabricante apresentar defesa, sob pena de ter de realizar um recall e pagar multa de R$ 3 milhões.

Em entrevista exclusiva ao JT, o assessor técnico da Fiat, Carlos Henrique Ferreira, afirmou que a empresa dispunha de laudos técnicos que demonstravam a não-ocorrência de falhas no carro. A argumentação foi mantida até o mês passado.

Em agosto de 2009, sob o argumento de não possuir “gabarito técnico” para a conclusão do caso, o DPDC e o Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo (Gepac) encaminharam os laudos para serem analisados pelo Denatran, que constatou a existência de um defeito no conjunto do cubo da roda do Stilo.

COMO AGIR

  • Consumidores cujos veículos possuem o referido defeito devem procurar o fabricante e, em caso de se sentirem lesados, precisam entrar em contato com os órgãos do Sistema Nacional de Defesa  do Consumidor, a fim de garantir
    a prevenção ou reparação de  eventuais danos ao automóvel
  • Tudo o que sabemos sobre:

    FiatRecallStilo

    Tendências: