Casa própria: vá atrás de seus direitos

Se todas as empresas seguissem o exemplo, a publicitária Luciana Endo, de 37 anos, não estaria na situação de impotência em que se encontra. Há quatro anos, ela começou a financiar um apartamento de 133 metros quadrados, ainda na planta

Marcelo Moreira

30 de agosto de 2010 | 11h15

Carolina Dall’Olio

Se todas as empresas seguissem o mesmo exemplo, a publicitária Luciana Endo, de 37 anos, não estaria na situação de impotência em que se encontra. Há quatro anos, ela começou a financiar um apartamento de 133 metros quadrados, ainda na planta, na zona sul.

A promessa das construtoras MAC e Cyrela, responsáveis pelo empreendimento, era que o imóvel ficaria pronto bem no início de 2010. Enquanto isso, ela viveria em um apartamento alugado.

Acontece que Luciana só pôde pegar as chaves do imóvel em julho, sem que tivesse recebido qualquer explicação pela demora. Mas o pior não foi esperar.

“O que mais me deixou triste foi ver o estado do prédio”, conta. A construtora entregou o empreendimento ainda inacabado. “Todas as áreas comuns ainda estão em obras. Não temos nenhum equipamento de lazer pronto, nem piscina nem nada.” Mesmo assim, o condomínio de R$ 600 já é cobrado. “Eles entregaram tudo às pressas mesmo.”

A entrega a toque de caixa também pode ser notada no apartamento do empresário Ailton Mendes, de 38 anos. As paredes estão rachadas. “Eu também contratei o acabamento extra e a empresa entregou um serviço mal feito”, reclama Mendes. A saída foi receber de volta o dinheiro pago à construtora para realizar o acabamento e fazer por conta própria.

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