Cartão de crédito chega ao consultório

Marcelo Moreira

05 de julho de 2011 | 08h05

Marília Almeida

Pagar uma consulta médica com cartão de crédito. Essa é uma das novas fronteiras conquistadas pelo chamado dinheiro de plástico, cada vez mais presente nos pagamentos a profissionais liberais, como médicos e dentistas, e prestadores de serviços, como operadores TV a cabo e internet.

Isso é o que apontam dados da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs) divulgados ontem. Quando comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2010, a fatia do setor de serviços no mercado passou de 4% para 8%, um crescimento de 51%, o maior entre todos os ramos de atividade.

Isso significa um faturamento de R$ 6,2 bilhões. No período, o número de transações com cartão aceitas pelo segmento subiu 42%.

“O consumidor opta pela modalidade seja porque não têm dinheiro no momento ou porque não pode pagar valores mais altos à vista. Já os profissionais preferem usá-lo como forma de fidelizar e atrair clientes”, diz Fernando Barbosa, superintendente da Abecs.

Barbosa cita a redução de custos oferecidos pela administradoras de cartão, que incentivou profissionais a adotarem essa forma de pagamento. A redução de preço está relacionada à abertura do mercado em julho de 2010, que pôs fim à exclusividade no uso das máquinas pelas bandeiras de cartões e acirrou a concorrência entre operadoras em todo o País.

Para o empresário, a modalidade acaba com o risco de calote e pode se traduzir em mais vendas, apesar de representar custos e exigir um fluxo de caixa sob controle, já que os pagamentos são recebidos em 30 dias e podem ser parcelados. Para o consumidor, a dica é se planejar para pagar a fatura em dia e parcelar o mínimo possível.

A dermatologista Eliandre Palermo passou a aceitar cartão de crédito em seu consultório após pedido dos pacientes. “Precisei abrir uma empresa. Com o aumento do faturamento no cartão, já consegui renegociar taxas com o banco.” Ela paga R$ 100 pelo aluguel mensal da máquina, 3% sobre cada operação e pode parcelar pagamentos em até três vezes.

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