Capacetes lideram reclamações no Ipem-SP

piresthalita

12 de fevereiro de 2008 | 19h00

THALITA PIRES
thalita.pires@grupoestado.com.br

Desde o dia 1º de janeiro, os motociclistas de todo o País estão obrigados a obedecer às novas regras para o uso de capacetes, determinadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Uma das mudanças é que os capacetes devem ter o selo de certificação expedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Essa mudança influenciou o ranking de reclamações elaborado pela Ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem). Afinal, é o instituto que realiza a fiscalização sobre a venda dos capacetes. Por isso, pela primeira vez esses produtos figuram na lista das Ouvidoria do órgão – e logo no primeiro lugar.
Em janeiro foram 50 reclamações contra pontos-de-venda de capacetes pelo não-cumprimento das novas normas. Foram verificados 1.275 capacetes nessas lojas. Em metade dos chamados – 25 – a reclamação era procedente e a empresa foi autuada.
A fiscalização do Ipem acontece apenas em lojas e distribuidores de capacete. “O instituto não participa de batidas policiais”, explica Albano Mendes, supervisor técnico de Serviços do Ipem-SP. A Ouvidoria só entra em ação quando há alguma reclamação contra o ponto-de-venda.
A maior parte dos casos de irregularidade encontrados em janeiro estava relacionada a uma única marca importada. “A empresa importadora usou o selo para capacetes abertos, que já havia sido aprovado, nos modelos fechados. Isso é ilegal”, explica Mendes.
Outros motivos de autuação foram por falta ou falsificação do selo do Inmetro.
De acordo com o supervisor, os problemas com os capacetes tendem a continuar durante este ano. “Essa é uma nova atribuição do Ipem e já recebemos muitas reclamações. A tendência é que as queixas continuem ocorrendo”, diz Mendes.

Queixas sobre hidrômetros crescem 121%

As reclamações sobre hidrantes também se destacaram no ranking de janeiro do Ipem. Foram 31 queixas de pessoas que desconfiam que seu medidor de água apresenta alguma irregularidade. Dessas, apenas uma averiguação foi concluída. Em janeiro de 2007, esse número foi de 14. Em todo o ano passado, foram 181 reclamações sobre o instrumento, com 28 reprovações.
Albano Mendes, supervisor técnico de Serviços do Ipem, explica que a fiscalização das queixas sobre hidrantes são complicadas. “Nesse caso, a nossa verificação envolve nossos técnicos, um representante da Sabesp e o reclamante. Todos devem estar presentes. Por isso os resultados demoram a sair”, diz.
Depois de retirado da casa, o hidrômetro é lacrado e levado para o laboratório do instituto. O processo leva cerca de 40 dias em média para ser concluído. Em caso de irregularidade, o laudo do Ipem serve como uma prova contra a Sabesp, caso o consumidor precise fazer uma reclamação no Procon ou processar a empresa.

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