Caos aéreo: culpa também é do consumidor

Nem sempre os problemas ocorrem só por tropeços das empresas. Embora reconheça falhas na conduta das companhias aéreas, a diretora dos Juizados Especiais dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, Márcia Luiza Negretti, atribui à falta de informação dos passageiros muitos dos erros que tumultuam a rotina dos aeroportos

Marcelo Moreira

23 de novembro de 2010 | 18h02

Carolina Dall’Olio

Nem sempre os problemas ocorrem só por tropeços das empresas. Embora reconheça falhas na conduta das companhias aéreas, a diretora dos Juizados Especiais dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, Márcia Luiza Negretti, atribui à falta de informação dos passageiros muitos dos erros que tumultuam a rotina dos aeroportos.

“As pessoas não procuram saber que documentos precisam levar ou quais são os materiais que podem ou não ser carregados em sua bagagem de mão”, exemplifica, informando que isso causa demora no atendimento, ocasiona atrasos e pode até impedir o embarque do passageiro. “É também muito comum que o consumidor já chegue ao aeroporto atrasado e mesmo assim queira embarcar”, conta.

Márcia, que coordenou atuação dos juizados especiais na época do caos aéreo, em 2007, afirma que as companhias hoje estão mais estruturadas para o atendimento aos clientes. “Há falhas, mas hoje a situação é melhor”, afirma.

Para ela, portanto, se o consumidor se informar sobre a documentação necessária para a viagem e se programar para chegar cedo ao aeroporto, o risco de enfrentar problemas graves é bastante reduzido. “Todo mundo tem que fazer sua parte.”

Tudo o que sabemos sobre:

AnacInfraero

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.