Call centers: ainda teremos de esperar bastante

Marcelo Moreira

28 de novembro de 2008 | 17h07

A dois dias da entrada em vigor das novas regras de funcionamento de call centers, ainda permanecem os velhos problemas em algumas empresas. Há duas semanas atrás levei muito tempo apenas para consgeuir uma senha eletrônica no call center do banco Real. Nesta semana, tive problemas com a distribuidora Fox Filmes, da 20th Century Fox.

Comprei um seriado de TV na loja Fnac da avenida Paulista no dia 12 de novembro. Só abri o pacote para assistir dez dias depois. Para minha surpresa, os três discos da série apresentavam a seguinte mensagem, em inglês: “Esse disco não está habilitado para essa região”. Voltei à Fnac e lá os discos rodaram sem problemas em três aparelhos.

Fui orientado a entrar em contato com a Fox e preferi usar o 0800-702-4042. Tentei falar desde segunda-feira falar no call center, na opção home video, e a mensagem é sempre a mesma: os atendentes estão ocupados e a gravação pede para que eu deixe uma mensagem relatando o problema, para posterior contato. Deixei três mensagens e não obtive retorno.

Em contanto com gerentes, a empresa reconheceu que 0800 estava congestionado por conta das demandas de final de ano e que a situação deve ser normalizada até a semana que vem.

Gostei da forma como a empresa observou a questão. Reconheceu o problema e se comprometeu a resolvê-lo.

Como diz o advogado Josué Rios, colunista do Jornal da Tarde e especialista em defesa do consumidor, às vezes os legisladores brasileiros criam leis e normas que seriam perfeitas para a Suíça ou países escandinavos, com infra-estrutura de primeiro mundo.

Frequentemente, as mesmas normas são praticamente inaplicáveis no Brasil, justamente pela sede regulatória que afeta os legisladores. Preparemo-nos para o fatídico dia 1º de dezembro.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.