Call center que enlouquece o consumidor

Marcelo Moreira

12 de abril de 2009 | 17h22

As empresas ainda não entenderam claramente que o serviço de call center agora tem leis rígidas e tem de ser cumpridas. A leitora do Jornal da Tarde Camila C. Vergueiro Catunda, de São Paulo, simplesmente perdeu a paciência com a Vivo:

“Adquiri um iPhone há três meses na operadora Vivo que até poucos dias atrás funcionava muito bem, mas o aparelho parou de funcionar sem razão.

Tive dificuldades para falar com algum atendente e, quando finalmente consegui, fui informada que o problema estava no fato de eu não ter ativado o novo chip e, por isso, o sistema havia bloqueado o aparelho.

Expliquei que eu não havia sido informada da necessidade de ativar o dispositivo e pedi que os serviços fossem normalizados, pois eu precisava do aparelho para trabalhar.

A partir desse momento, fui obrigada a enfrentar o péssimo servido de atendimento ao cliente da Vivo. Fiquei esperando mais de uma hora na linha, até que a ligação caiu. Pessoalmente também não consegui resolver o problema. Sinto-me lesada!

RESPOSTA DA VIVO: Em contato com a cliente, confirmamos o funcionamento do aparelho. Na ocasião, desculpamo-nos pelos eventuais transtornos.

COMENTÁRIO DA REDAÇÃO: A consumidora informou que deixou de pagar a prestação durante dois meses – segundo acordo que fez com a empresa – e o problema foi resolvido.

COMENTÁRIO DO ADVOGADO DE DEFESA: O caso narrado representa efetivo descaso à legislação que regulariza o serviço de call center. Se o produto parou de funcionar, a orientação à consumidora deveria ter sido dada de imediato, em lugar de deixá-la mais de uma hora esperando ao telefone. Reclamações como esta revelam também a omissão dos órgãos de defesa do consumidor, que estão, dia a dia, deixando a boa lei ser esquecida.

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