Caixa destoa do mercado e eleva juros

Marcelo Moreira

14 Maio 2010 | 23h41

DO JORNAL DA TARDE 

 

A Caixa Econômica Federal, que desde a crise internacional iniciada em 2008, ao lado do Banco do Brasil, encabeçou a política do governo federal de redução de juros sobre o crédito como forma de incentivar a retomada da economia, foi a única instituição financeira que aumentou, agora em maio, a taxa de juros incidente sobre as operações de crédito pessoal e cheque especial. É o que mostra uma pesquisa realizada nos dias 3 e 4 de maio pelo Procon-SP.

A taxa de juros sobre esta modalidade creditícia subiu de 4,39% para 4,78% ao mês, uma elevação de 0,39 ponto porcentual. Com isso, a taxa média de juros sobre o empréstimo pessoal neste mês saltou para 5,21%, superando em 0,04 ponto porcentual a taxa de 5,17% apurada em abril.

Essa alta foi promovida menos de um mês depois de o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, ter elevado, no dia 28 de abril, a taxa juros de referência da economia (Selic), em 0,75 ponto porcentual, de 8,75% para 9,50% ao ano.

“O aumento da taxa de juros é a medida adotada pelas autoridades monetárias para controlar a inflação. Para o Banco Central o atual aumento da inflação vem sendo causado pelo aumento persistente do consumo, num ritmo superior à capacidade de fornecimento de bens e serviços pelo setor produtivo. Se as expectativas do mercado se confirmarem e a Selic continuar subindo nos próximos meses, os juros mensais para os consumidores seguirão a mesma tendência”, afirmam os técnicos do Procon-SP.