Cai o uso do 13° para pagamento de dívidas

Menos trabalhadores pretendem usar o 13º salário deste ano para pagar dívidas. Embora ainda represente a maioria, o número caiu 7 pontos porcentuais do ano passado para este – de 64% para 57%, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac)

Marcelo Moreira

10 de novembro de 2010 | 13h00

Lígia Tuon

 Menos trabalhadores pretendem usar o 13º salário deste ano para pagar dívidas. Embora ainda represente a maioria, o número caiu 7 pontos porcentuais do ano passado para este – de 64% para 57%, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

A diminuição está diretamente ligada com a melhora da economia e com o crescimento da renda, que reduziram as pendências dos consumidores. “O recuo mostra que, diferentemente de 2009, quando ainda havia reflexos da crise, o brasileiro conseguiu pagar mais suas dívidas”, analisa o vice presidente da Anefac, Miguel de Oliveira.

O estudo aponta ainda que, entre os que pretendem usar o dinheiro extra para quitar pendências financeiras, 38% irão pagar a conta do cartão de crédito, nove pontos porcentuais a mais do que o registrado em 2009.

“É natural que o trabalhador use uma parcela significativa do 13° para quitar o cartão de crédito, já que ele usa muito este meio de pagamento”, explica José Alípio dos Santos, superintendente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs).

É o caso do supervisor de atendimento Aroldo dos Santos. “Quero usar meu 13° para pagar dívida atrasada do cartão de crédito. Vou negociar com o banco”, conta.

Na hora de quitar uma conta, o consumidor usa esse meio de pagamento em 50% das vezes, segundo pesquisa da Abecs. “Dessa forma, é importante que o consumidor use o cartão de crédito de forma consciente”, diz Santos.

Em relação ao destino do 13°, Oliveira, da Anefac, aconselha que o trabalhador, se possível, divida-o em três partes. Uma parte para dívidas mais caras, como o próprio cartão e cheque especial, a segunda para presentes de Natal e a terceira para despesas do começo de ano, como matrícula escolar, IPVA e IPTU.”

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