Cadeira de criança está em falta nas lojas

Comércio e fabricantes não conseguem atender à procura pelo acessório, obrigatório nos carros a partir de 9 de junho

Marcelo Moreira

08 de junho de 2010 | 12h28

Gisele Tamamar

Às vésperas de a resolução que regulamenta o transporte de crianças em veículos de passeio entrar em vigor, as lojas não dão conta de atender a alta de até 40% da demanda e registram a falta de produtos, principalmente dos assentos de elevação ou booster, como também são chamados.

O proprietário da Casa do Bebê, na Bela Vista, Januário Canali Neto, já perdeu cerca de 50 vendas em uma semana. “As fábricas não estão dando conta de atender a todos os pedidos”, diz.

Na Good Baby, no Ipiranga, a situação é a mesma. “Estou perdendo vendas há dez dias. Nunca vi tanta procura assim”, ressalta o proprietário Luiz Carlos Grilli.

Depois de sofrer com a falta de estoque, a loja Tokkio, na Mooca, comemora a chegada dos produtos desde domingo, conforme afirma o auxiliar de serviços gerais, Ezequias Barcellos.

Segundo a gerente da loja Alô Bebê, em Perdizes, Lilian das Virgens, desde a semana passada o produto está em falta. “De cada dez clientes, nove procuram o booster”, conta.

Uso das cadeirinhas para crianças será obrigatório a partir desta quarta-feira (FOTO: LUCIELE VELLUTO/AE))

Já na rede BBtrends, a proprietária Karine Gontijo, não enfrenta problema com a falta de estoque. Segundo ela, os assentos para a chamada terceira fase (4 a 7,5 anos) são os mais procurados. “Os pais se preocupavam mais quando as crianças eram menores. Depois crescem e algumas resistem em ficar na cadeirinha e acabam andando soltas no banco ou apenas com o cinto”, diz.

A Kit Bebê, que vende as cadeiras infantis em feiras do setor, também não está com problemas nas vendas. De acordo com a administradora da loja, Kênia Juliotti, a procura é maior pelos booster, já que a maioria dos pais já tinha essa preocupação com as crianças recém-nascidas.

A coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura, Jaqueline Magalhães, ressalta que o cinto de segurança foi projetado para pessoas com mais de 1m45 e 36 kg, por isso, existe a necessidade dos assentos especiais. “É importante levar a criança e o carro na hora de comprar a cadeirinha para ver se ela é adequada para os dois”, orienta.

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