Cade fiscaliza operações de fusões de empresas

Marcelo Moreira

02 de agosto de 2011 | 12h37

Carolina Marcelino

Em 2008, o Itaú e o Unibanco anunciaram sua fusão. Na ocasião, os ativos (conjunto de bens, valores e créditos que formam o patrimônio de uma empresa) somados dos dois grupos chegavam a R$ 575 bilhões e a carteira de crédito, R$ 225,3 bilhões. A parceria tornou o Itaú Unibanco a maior empresa financeira do hemisfério sul e a 17ª do mundo pelo critério de valor de mercado.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do governo responsável pela análise das fusões e aquisições entre empresas e dos impactos desse tipo de operação no mercado, aprovou a operação entre os bancos o ano passado.

Para a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, a atuação do Cade é fundamental para controlar a concentração de mercado. “O consumidor não pode ficar nas mãos de um único dono. Tem de haver regras.”

Este ano, o Cade aprovou a união da Perdigão com a Sadia, que deu origem a BRF-Brasil Foods. Para equilibrar o mercado, o órgão determinou que a Brasil Foods suspenda – por até cinco anos – a venda de produtos das marcas Perdigão e Batavo, entre eles presunto, linguiça, lasanha e pizza congelada. Assim, os concorrentes conseguem se manter no mercado com uma margem competitiva de preços e opções de produtos.

 O Cade ainda analisa a fusão entre as Lojas Insinuante e a Ricardo Eletro ocorrida em 2010. Os varejistas criaram a Máquina de Vendas e passaram a atuar em todos os Estados brasileiros, com exceção da Região Sul. Recentemente, foi a vez do Magazine Luíza comprar a Lojas Maia e o Baú da Felicidade.

No setor de aviação, a Gol anunciou, no início de julho, a compra da Webjet. E na última semana, foi a vez da negociação entre a Drogasil e a Droga Raia. As redes ocupam, respectivamente, a terceira e a quinta posições no ranking das maiores varejistas de medicamentos.

Recentemente, o Pão de Açúcar e o Carrefour quase fecharam uma das maiores fusões da história. Juntos, teriam 50% do poder de compra nas indústrias alimentícias e 50% de venda no varejo. Porém, a união não se concretizou. Em 2009, o Pão de Açúcar já havia adquirido a Casas Bahia.

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