Brinquedos passam no teste de qualidade do Ipem

Marcelo Moreira

09 de dezembro de 2008 | 21h00

RODRIGO GALLO – JORNAL DA TARDE

Os pais podem ficar tranqüilos na hora de comprar o presente dos filhos para este Natal. De um total de 98.693 brinquedos fiscalizados no Estado pelo Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP) entre 1º e 5 de dezembro, apenas 1.107 (ou 1,21%) foram apreendidos por não terem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) – que garante a qualidade do produto.

A vistoria ocorreu durante a Operação Papai Noel, que incluiu fiscalizações nos bairros da capital, como Brás, Pari, São Mateus, Bom Retiro e Centro, e municípios do Interior e Grande São Paulo (Campinas, São José dos Campos, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e São Bernardo).

De acordo com a chefe do núcleo de fiscalização de produtos certificados do Ipem, Ivete Boldrini, o número de itens apreendidos é baixo, perto do total de brinquedos vistoriados nas lojas. “Para nós, é um número baixo, pois, nos anos anteriores, havia um índice maior.”

O problema, diz ela, é que esses brinquedos não tinham o selo de qualidade do Inmetro. A presença dele atesta que os produtos foram testados em laboratório e aprovados para o uso de crianças.

É uma forma inclusive de tranqüilizar os pais, já que para passar nos experimentos o item não pode ter peças pequenas passíveis de serem engolidas, e a tinta não pode se desprender do brinquedo, por exemplo.

Ivete afirma que a diminuição dos índices de produtos irregulares apreendidos no Natal reforça um aumento na conscientização dos próprios compradores.

“Tanto os consumidores como os comerciantes sabem que brinquedos podem apresentar riscos à saúde, então, acabam procurando aqueles com a marca do Inmetro”, afirmou. “Todos os itens apreendidos são de origem chinesa. Praticamente 100% dos brinquedos nacionais estão de acordo com a legislação.”

Dos 98.693 artigos vistoriados, 40.931 pertenciam a lojas da capital paulista, enquanto o restante estava em estabelecimentos comerciais do restante do Estado.

O Ipem deu um prazo de 15 dias para o comerciantes flagrados com produtos irregulares apresentarem as notas fiscais de compra dessas unidades. Caso não entreguem os papéis, serão autuados e vão assumir inteiramente a responsabilidade pela venda indevida desses brinquedos sem o selo do Inmetro.

Se esses lojistas apresentarem a documentação da compra, vão dividir a culpa com fabricantes e importadores. A multa aplicada pode chegar a R$ 50 mil, com possibilidade de ser dobrada em caso de reincidência da infração.

O Procon orienta os consumidores a sempre verificar se o brinquedo possui o selo do Inmetro, além de observar a recomendação de idade na embalagem.

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