Bombas no topo das queixas

crespoangela

09 de janeiro de 2008 | 16h13

POR THALITA PIRES

Mais de um quarto das reclamações enviadas à Ouvidoria do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) no ano passado é sobre bombas de combustível. Das 1.453 queixas, 368 (25,3%) eram sobre o assunto. Do total, 46 bombas apresentaram, de fato, irregularidades. O resultado é semelhante ao de 2006, quando 20,4% das reclamações foram pelo mesmo motivo.

De acordo com Luiz Henrique de Almeida Silva, ouvidor do Ipem-SP, as ações de fiscalização que o instituto realizou aos sábados, domingos e feriados ajudou a aumentar o número de reclamações. “Antes o consumidor não reclamava, porque acreditava que seria enganado no fim de semana, pois não haveria fiscalização”, explica. “Com as blitze, as pessoas passaram a confiar e a reclamar mais.”

O segundo lugar no ranking de 2007 ficou com os hidrômetros, com 181 reclamações. “Nesse caso, a maior reclamação é causada por conta com valores mais altos que o normal”, diz Silva. Mas nem sempre as queixas procedem: apenas 29% dos hidrômetros analisados realmente apresentaram irregularidades.

O pão francês é outro destaque na lista. Ficou em terceiro lugar, com 164 reclamações. A causa é conhecida: em agosto o produto passou a ser vendido por peso. “Os comerciantes demoraram um pouco para fazer a adaptação, até por falta de equipamento”, conta o ouvidor. “Depois desse período, as reclamações voltaram aos níveis normais.”

As balanças (159), oficinas de conversão veicular (75) e de manutenção (75), também estão na lista de mais reclamados.

Luiz Henrique destaca o sucesso do trabalho da Ouvidoria do Ipem. “Conseguimos responder aos reclamantes em uma média de 15 dias e nosso índice de satisfação é de mais de 98%. Isso nos deixa certos de que fazemos um bom trabalho para o cidadão”, diz.

Reclamação sobre extintor cresce 500%

Entre 2006 e 2007, as reclamações feitas ao Ipem sobre extintores de incêndio cresceram 500%. Isso é explicado pela mudança nas regras da
fiscalização. “No ano passado, uma nova norma aumentou a responsabilidade do Ipem na fiscalização dos extintores. Por isso, o número de reclamações e
autuações aumentou tanto”, explica Luiz Henrique Silva, ouvidor do Instituto. Em 2006, foram apenas 5 queixas. Em 2007, o número pulou para 30.

As cesta básica também teve grande crescimento nas reclamações. O aumento foi de 483% – de 6 para 35. As queixas são, principalmente, sobre a falta do
selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), obrigatório nas cestas. Outro serviço que teve crescimento nas queixas foram as oficinas de manutenção veicular: foram 8 reclamações em 2006 e 40 em 2007, aumento de 400%.

Em 2008, a tendência é que o número de ações de fiscalização e autuações aumente ainda mais. O Ipem está treinando 50 novos fiscais, que se juntarão aos 200 que já estão nas ruas do Estado. “Eles estão em fase final de treinamento e logo estarão atuando. Esperamos aumentar a quantidade de ações e melhorar ainda mais a qualidade da nossa fiscalização”, finaliza Silva.