Bomba de posto lidera queixas no Ipem

Marcelo Moreira

09 de janeiro de 2009 | 13h47

SAULO LUZ – JORA TARDE

As irregularidades nas bombas de combustível dos postos foram o maior alvo de queixas dos consumidores ao Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) no ano de 2008. No total, foram 400 denúncias de adulteração ou problemas nas bombas, o que correspondeu a 26,2% do total de reclamações recebidas pelo órgão.

“Apesar de não ter um índice grande de produtos autuados (que realmente estavam com problemas e foram notificados) em comparação com outros produtos, as autuações tiveram um crescimento de 62% em relação ao ano de 2007”, diz Albano Mendes, supervisor da ouvidoria do Ipem-SP.

Hidrômetro (295 queixas), balança (138), pão de sal (111) e capacetes para motociclistas (70) completam a lista dos cinco produtos que mais receberam reclamações na ouvidoria do Instituto no ano passado.

Impulsionado pela obrigatoriedade do selo do Inmetro, os capacetes foram os produtos que tiveram maior aumento nas denúncias em relação ao ano anterior. As denúncias saltaram de 8 (em 2007) para 70 (em 2008) – crescimento de 775%.

Segundo o órgão, o aumento atípico se deve à adoção da obrigatoriedade do selo do Inmetro nos capacetes, logo no início de 2008. “Só em janeiro foram 52 reclamações. A maioria com relação a produtos irregulares que estavam sendo comercializados nas lojas” conta Albano Mendes.

As reclamações contra oficinas que fazem manutenção de extintores aumentaram 118% em relação a 2007, apesar de ocupar apenas a sétima posição no ranking geral. Outros produtos que também registraram alta no número de queixas em 2008 foram os alimentos vendidos a peso (67%) e os hidrômetros (63%).

Mas a maior novidade no ranking foram as oficinas que fazem conversão de veículos para gás natural. Apesar de ocupar apenas a sexta posição no levantamento em números absolutos, o setor tem o maior porcentual de reprovações e autuações (76,3%).

“Elas são o maior problema, pois a maioria trabalha sem o registro do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) ou com registro falso. De 58 reclamações, 29 foram autuadas”, diz.

As oficinas são seguidas por extintores de incêndio (70%), condutores elétricos (70%), e oficinas de manutenção de extintores (58,3%).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.