Bomba de combustível lidera queixas no Ipem-SP

Marcelo Moreira

15 de setembro de 2011 | 07h02

Saulo Luz

Bombas de combustível e balanças de padaria desreguladas, além de brinquedos e cestas básicas sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Essas são as maiores irregularidades que os consumidores paulistas têm encontrado e denunciado ao Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP) neste ano.

De acordo com o ranking da ouvidoria do Ipem-SP de janeiro a agosto deste ano, a bomba de combustível dos postos responde pela maioria (32,3%) das reclamações de consumidores. “O consumidor está atento e percebe quando a quantidade de gasolina informada pela bomba é inferior à que vai parar no tanque”, diz Albano da Silva Mendes, assessor da ouvidoria do Ipem-SP.

Na segunda posição, as balanças somaram 11,1% das reclamações, seguidas por oficinas de manutenção (6%), condutores elétricos (5,3%), peixe congelado embalado 5,3% e pão francês (4,6%).

As balanças e o peixe congelado foram os itens cujas reclamações mais aumentaram em relação ao ano passado registrando 67,2% e 76,9%, respectivamente. “São casos em que o consumidor desconfia levar menos produto do que é informado e está pagando. São balanças de padarias, açougues e supermercados e peixe congelado com excesso de água e gelo”, diz Mendes.

Na operações de fiscalização para examinar em laboratório o pescado congelado, as autuações nos primeiros sete meses do ano se mantiveram em torno de 26%. Segundo o diretor de Metrologia Legal e de Fiscalização (DMLF), Paulo Lopes, “o índice de reprovação dos exames em laboratório ainda é considerado alto, tal fato demonstra que o segmento continua com número significativo de irregularidades. Por isso precisamos que o consumidor seja nosso parceiro e continue registrando as reclamações na Ouvidoria”.

Reprovados

Entre os produtos reprovados (após fiscalização), a cesta básica pré-embalada vendida nos supermercados é a campeã com 100% de reprovação. Na sequência, se destacam os brinquedos (66,7%), os produtos têxteis (62,5%) e, na quarta posição, o pão francês ( 48,6%).

“No caso da cesta básica e dos brinquedos, o principal problema é a falta de selo do Inmetro, obrigatório. Já nos produtos têxteis faltam etiquetas ou informações obrigatórias, como país de origem e identificação do fabricante”, diz Mendes. Já no caso do pãozinho, o problema é continuar a ser vendido por unidade, e não por peso, como exige a regulamentação do Inmetro.

 

Mais conteúdo sobre:

IpemIpem-SP