Bisfenol: risco de câncer

Segundo estudos da divisão paulista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), o composto age como um hormônio sintético, que imita a ação do estrogênio, e sua ingestão tem relação com câncer, diabete, obesidade, infertilidade e puberdade precoce

Marcelo Moreira

17 Julho 2010 | 17h25

Laís Cattassini

Segundo estudos da divisão paulista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), o composto age como um hormônio sintético, que imita a ação do estrogênio, e sua ingestão tem relação com câncer, diabete, obesidade, infertilidade e puberdade precoce. São os bebês os mais vulneráveis aos efeitos do produto.

A preocupação com o bisfenol é tão grande, que a SBEM também planeja uma campanha de conscientização sobre o assunto. “Não é para abolir o plástico como um todo, mas educar para que as pessoas entendam como aquele recipiente pode liberar o bisfenol”, explica a endocrinologista da SBEM e conselheira do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Ieda Therezinha Verreschi.

Para a SBEM, a substância é arriscada mesmo em poucas quantidades. “Por ser um hormônio sintético, metabolizá-lo é mais difícil, ainda mais se for absorvido em algum período decisivo para o desenvolvimento, como a infância”, afirma Ieda

O bisfenol é proibido também na Costa Rica, Dinamarca e em quatro estados norte-americanos. No Brasil, o vereador Aladim Luciano, do Partido Verde de Curitiba, criou um projeto de lei para proibir a substância.

No Paraná, o deputado estadual Beto Faro (PT) também elaborou um projeto de lei para eliminar o uso do bisfenol na fabricação de embalagens. O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

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