Banda larga popular: internet rápida custará R$ 15

Marcelo Moreira

06 Maio 2010 | 17h45

DO JORNAL DA TARDE 

 

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) foi apresentado ontem pelo governo e deve colocar à disposição dos interessados em ter acesso rápido à internet pacotes com preços entre R$ 15 e R$ 35. A opção mais barata deve ter velocidade de 512Kbps, e o volume de navegação e downloads deve ser limitado. Já o plano mais caro terá velocidade que pode chegar até 784Kbps. O PNBL ainda depende de decreto presidencial.

Segundo o coordenador dos programas de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, no fim de 2009 12 milhões de lares estavam conectados. Com o preço de R$ 35, seria possível fazer com que a banda larga chegue, até 2014, a 35,2 milhões de casas. Esse número poderia subir para 40 milhões de conexões, com os planos custando R$ 15, que exigiriam que o usuário comprasse o modem, aparelho desonerado no PNBL.

 A banda larga, ou internet rápida, permite ao usuário velocidade superior de navegação, envio e recebimento de dados. Hoje, entre os planos deste tipo disponíveis no mercado, estão entre as opções mais baratas o Speedy 1MB, da Telefônica, com parcelas mensais de R$ 29,90 até junho, e R$ 54,90 a partir de julho; e a banda larga popular Ajato de 256 Kbps, com mensalidade de R$ 29,90 e limite de download de 10GB.

Conexões com as velocidades sugeridas pelo governo, no entanto, estão entre as mais lentas do mercado, já que, para usuários domésticos, há opções com velocidades de até 16MB, com o qual o download de um filme de 700MB leva em torno de 15 minutos para ser concluído, enquanto com conexão de 512Bkps, demora perto de 4 horas.

O PNBL terá neste ano apenas um projeto-piloto, com cobertura de 100 cidades, entre elas Brasília e outras 15 capitais de Estados. Até 2014, a meta é levar a banda larga a praticamente todas as capitais brasileiras, com exceção de Boa Vista (RR). Ainda não foram decididos quais municípios serão atendidos nesta primeira fase.

A definição deve ocorrer nas reuniões do Fórum Brasil Digital, que será formado em junho, com representantes do setor público, empresas e sociedade civil.

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