Banda larga irrita usuários e Telefônica lidera o ranking do Advogado de Defesa do JT

Marcelo Moreira

15 de julho de 2008 | 21h37

O Speedy liderou as queixas dos clientes da empresa que recorrem ao Advogado de Defesa no período entre 21 de maio e 20 de junho, fazendo com que a Telefônica permaneça em primeiro lugar no ranking de reclamações da coluna. Embora o número de cartas sobre a companhia de telefonia tenha caído um pouco – de 51 no levantamento anterior para 40 no atual – o serviço de internet rápida é o serviço que recebeu mais queixas.
Uma delas é a da consumidora Adesoélia Moura que ficou cerca de duas semanas sem acesso ao serviço. “Não estava conseguindo resolver o problema e resolvi escrever ao Jornal da Tarde“, diz ela. Em resposta à carta da leitora, a empresa informou que “a situação foi regularizada e o Speedy da cliente está funcionando normalmente”.
De acordo com Adesoélia está tudo bem com o serviço agora. “Os técnicos da empresa vieram à minha casa e fizeram o conserto, mas não tive nenhum desconto pelo período que fiquei sem o serviço.”
Como determina o Código de Defesa do Consumidor, quando há falha na prestação do serviço, o fornecedor deve abater na fatura o valor correspondente ao período em que o consumidor ficou impossibilitado de utilizá-lo.
A TIM subiu uma posição em relação ao ranking anterior, quando teve 15 reclamações, e agora vem em segundo lugar no ranking com 16 cartas. Os principais motivos são falta de sinal do celular, valor errado na conta e problemas com promoções e planos.
A TVA, que foi segunda colocada na pesquisa anterior (21 de abril a 20 de maio), com 20 cartas, agora vem em terceiro com 14 queixas de leitores sobre falta ou falha no sinal de TV por assinatura, defeito em equipamento e dificuldade para cancelar serviço. As três primeiras colocadas no ranking responderam a 100% dos leitores.
Há porém, aqueles leitores que reclamam, mas não recebem retorno das empresas. André Brandão enviou carta sobre um problema com seu notebook HP. A queixa dele é uma das 4 que chegaram sobre a companhia no período de 21 de maio a 20 de junho e que ficaram sem resposta. O leitor comenta, porém, que o caso foi resolvido. “Depois de muita luta e reclamações, o equipamento foi consertado.”
A Samsung foi outra empresa com baixo índice de queixas (6 cartas) que deixou consumidores sem solução: a empresa não respondeu a 67% das cartas.

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