Bancos cobram até R$ 2,50 por saque extra

Marcelo Moreira

25 de agosto de 2008 | 21h52

RODRIGO GALLO – JORNAL DA TARDE


(FOTO: MILTON MICHIDA-05/01/01)

Muitos consumidores podem não saber, mas eles podem ser obrigados a pagar tarifas para o banco mesmo ao realizar um simples saque no caixa eletrônico.

O pior é que os valores variam entre R$ 1 a R$ 2,50, segundo informações constantes no site do Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros (Star), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Geralmente, os clientes que possuem pacotes de tarifas têm uma franquia mensal de serviços oferecidos gratuitamente. Porém, caso o consumidor exceda o limite, terá de pagar até mesmo para sacar dinheiro no caixa eletrônico.

O problema é que o valor, segundo os dados do Star, podem pesar muito no bolso dos usuários. A retirada no Citibank, por exemplo, custa às pessoas R$ 1. Já na Nossa Caixa, o valor é R$ 2,50, ou seja, é 150% mais caro.

Além do saque, o mesmo ocorre em diversos outros tipos de serviços prestados pelas instituições financeiras, como consulta de extratos, emissão de folhas de cheque e até mesmo para a manutenção da conta corrente.

Como forma de driblar essas cobranças, uma das principais dicas de especialistas é pesquisar os preços nos bancos e, se possível, escolher aquele que pratica as tarifas mais baratas, segundo o Procon de São Paulo.

Por mais difícil e trabalhoso que seja, economistas e especialistas em defesa do consumidor defendem que a comparação é a melhor forma de fugir dos valores altos. Quem puder abrir a conta em qualquer banco, o ideal é “gastar” um tempo na procura por tarifas mais em conta e optar por essa instituição financeira.

O advogado Josué Rios, consultor do Jornal da Tarde e especialista em direito do consumidor, afirma que existe uma outra alternativa: caso o consumidor não possa escolher o banco (quando a empresa deposita o pagamento em um banco específico, por exemplo), deve conversar com o gerente na tentativa de barganhar algum desconto nas tarifas.

A outra opção, ensina a coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marilena Lazzarini, é informar-se sobre os pacotes de tarifa disponíveis na instituição financeira e verificar se algum deles se encaixa em suas necessidades. Caso a cesta básica esteja incompleta, também vale a pena fazer uma cotação de quanto ficaria contratar o serviço específico separadamente.

Para verificar as tarifas cobradas pelas instituições financeiras, os consumidores podem acessar a página do Star na internet. O endereço eletrônico é www.febraban-star.org.br.

Para fazer comparações entre as empresas, basta selecionar esta opção “Comparar tarifas entre os bancos”, no canto superior esquerdo da tela e selecionar as instituições financeiras desejadas.

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