Aumento de queixa contra clínica leva a alerta sobre serviços odontológicos

Marcelo Moreira

09 de dezembro de 2008 | 21h18

FABIANE LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

O Procon de São Paulo está fazendo alertas para que pacientes tenham cuidado ao assinar contratos de serviços de odontologia, principalmente em razão do acúmulo de reclamações neste ano contra a Imbra Tratamentos Odontológicos, rede especializada em implantes dentários a preços populares.

As reclamações contra a empresa saltaram de 5 em 2007 para 145 neste ano – média de 13 por mês –, segundo o órgão de proteção e defesa dos consumidores.

é quase o triplo de protestos relacionados a outras clínicas odontológicas. Até setembro, último mês disponível, eram 51 contestações, pulverizadas entre diversos serviços. Também supera as queixas contra profissionais autônomos e convênios.

Renata Molina, técnica do Procon, diz que as críticas dos clientes referem-se principalmente à descontinuidade dos serviços, alterações do tratamento e dos valores ao longo do contrato e dificuldades para receber o que foi pago quando há desistência antes mesmo do início dos procedimentos – ou quando o prometido ao cliente não é alcançado. A Imbra destacou que o número de contestações é ínfimo.

“Há casos em que o cliente entrega os cheques e depois é informado de que não tem massa óssea para fazer os implantes. Isso teria de ser verificado previamente. São questões que demonstram falhas no processo”, diz Renata.

“Não estamos falando da compra de uma roupa, mas de um tratamento de saúde”, completa ela, ressaltando que o marketing expressivo feito pela empresa e a possibilidade de parcelamento dos tratamentos têm atraído os consumidores.

Renata recomenda ao paciente exigir identificação dos profissionais responsáveis pelo tratamento, descrição de como será executado o serviço, detalhamento de cronograma, valor e condições de pagamento.

“Estou até hoje sem os quatro dentes que fui implantar”, diz o motorista Florinaldo da Silva, de 37 anos, que depois de dois meses de espera foi informado pela Imbra que faltavam pinos para a realização do procedimento. “Disse que não queria mais e até hoje não me devolveram R$ 570”, diz Florinaldo, que tem salário de R$ 1,2 mil.

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