Atenção no açougue protege a saúde

Marcelo Moreira

07 de janeiro de 2010 | 22h37

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

Cozidas, assadas, grelhadas ou fritas, as carnes quase sempre fazem parte do cardápio diário do brasileiro. Mas é preciso ficar bem atento, pois os cuidados que você toma ao escolher a carne podem ser determinantes para garantir a qualidade da refeição e a saúde da sua família.

O primeiro cuidado deve ser tomado já no momento da escolha do estabelecimento (seja açougue ou supermercado) onde você vai comprar.

“A casa de carnes tem que ser limpa, totalmente azulejada e não pode ter cheiro de carne. Se tiver cheiro, é evidente que alguma coisa deve estar muito suja”, garante Marcos Guarda Bassi, especialista em carnes e churrasco. Ele recomenda ainda visitar a câmara interna do açougue e ver se os funcionários estão devidamente limpos. “Devem usar luvas e estar com barba e cabelos bem cortados”, completa.

Outros itens que garantem qualidade da carne são: procedência, boas condições de saúde e sanidade animal, além de higiene durante abate e armazenamento da carne.

Uma maneira fácil e eficaz de obter essas informações em relação a carnes, pescado, leite, ovos e outros produtos de origem animal que são comercializados é verificar se ele possui o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Esse carimbo é a garantia da carne e deve estar junto à peça. Se a peça for desmanchada, a etiqueta tem que ficar em cima do balcão à vista de todos. Do contrário, consumidor deve e questionar ao açougue a origem da carne e solicitar a etiqueta”, completa Nelmo Oliveira da Costa, diretor de Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, órgão do Mapa.

Além das condições sanitárias, a marca do SIF garante até que o bem estar do animal (durante criadouro) e abate humanitário (mínimo de sofrimento) nos matadouros e frigoríficos.

Por último, também é bom atentar para a coloração da carne (evitando as escuras) e tomar muito cuidado com as pré-moídas. “Elas sempre envolvem um risco ao consumidor. O ideal é pedir para moer uma peça de carne na sua frente”, finaliza Costa.

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