Atenção com a fralda do bebê

Marcelo Moreira

15 de julho de 2009 | 19h55

SAULO LUZ – JORNAL DA TARDE

À primeira vista, comprar fraldas pode parecer algo simples e que não influencia muito no orçamento da família. Mas se o consumidor não tomar cuidado ao escolher esse item essencial para o bebê, poderá expor a criança a riscos desnecessários (assaduras, alergias, irritações e lesões na pele) e ainda gastar mais do que pensava.

“Parece simples, mas não é não. Existem fraldas de todos tipos e marcas e os bebês recém-nascidos podem ter alergia a uma enormidade de coisas. Por isso, é preciso escolher a fralda mais isenta de correr esse risco”, explica Ana Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Uma fralda adequada ao tamanho do bebê. Uma forma de evitar problemas com alergia é escolher o modelo mais simples de fralda. “Evite comprar estes produtos que possuem cheiro ou são coloridos. O perfume, por exemplo, é alergênico e pode desenvolver alergia no bebê”, diz Marina Jakubowski, química da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Já para evitar assaduras, a dica é escolher um produto que tenha boa capacidade de absorção e que não sofra vazamentos. “Além disso, também é bom escolher somente o tamanho certo da fralda para evitar que vaze. Por outro lado, uma fralda apertada vai marcar e machucar a pele do bebê”, explica Marina, que lembra ainda que na embalagem do pacote deve conter os dados do fabricante (nome, CNPJ e telefone do SAC) para ele ser acionado em caso de problemas.

Outra preocupação dos pais é financeira. “Lembre-se de que, se o bebê ainda é alimentado com leite materno, as fraldas costumam ser o maior gasto”, diz Ana. Neste caso, a dica é aproveitar as boas ofertas e comprar em grandes quantidades somente após ter certeza que o bebê se adaptou à marca e modelo em questão.

“Armazenar fraudas antes do bebê nascer é algo comum, mas o tiro pode sair pela culatra. Se a criança tem alergia a algum componente da fralda, o consumidor vai ter um grande prejuízo”, alerta Ana. “Em vez de estocar as fraudas, é melhor guardar o dinheiro para depois”, completa.

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