Atenção ao produto ‘tabelado’

Marcelo Moreira

08 de junho de 2011 | 07h01

Saulo Luz

A determinação é antiga, mas pouca gente observa ou mesmo sabe: produtos como sabão em barra ou água sanitária fazem parte de uma lista de itens pré-medidos (itens medidos, pesados e embalados sem a presença do consumidor) que só podem ser comercializados em embalagens com quantidade tabelada.

A padronização quantitativa envolve todos os produtos pré-medidos da cesta básica. De acordo com Paulo Lopes, diretor de Metrologia Legal e Fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP), a tabela ajuda o consumidor a comparar o preço dos produtos.

“Quando a venda é a granel e o produto é pesado na frente do consumidor, não há necessidade dessa padronização – já que ele sabe o preço por quilo ou litro. Porém, quando o consumidor compra um produto que já está embalado, ele só tem como comparar marcas diferentes se a quantidade informada for a mesma. A tabela de quantidade ajuda o consumidor a analisar o preço e a quantidade que deseja levar”, diz Lopes.

No caso do sabão em barra, as pedras devem ser comercializadas sempre embaladas em quantidades de 100 gramas (g), 150 g, 200 g, 250 g, 275 g, 300 g, 400 g, 500 g e 1 kg. O comerciante só poderá vender o sabão fora desses padrões quando a quantidade extrapolar 1kg – as regras valem mesmo se o sabão não for embalado.

“Nestes casos, o nome do fabricante e o peso do produto devem ser gravados no próprio sabão. Do contrário, o produto não é confiável e, além do prejuízo, pode ser um risco à saúde. O mesmo vale para outros produtos de limpeza caseiros que são vendidos em baldes, galões e garrafas de refrigerante”, informa Lopes.

Outro produto que só pode ser vendido em quantidade tabelada é o filé de peixe congelado embalado (500 g, 800 g, 900 g e 1 kg). Erros na quantidade do pescado, inclusive, foram o maior motivo de irregularidades encontradas pelo Ipem-SP em operação na última Semana Santa. Além disso, o produto é o terceiro com mais reclamações na ouvidoria do Ipem-SP de janeiro a abril (responde a 10%).

Mas a informação na embalagem não é garantia de que o produto está na quantidade correta. Até abril deste ano, o Ipem-SP verificou 80.388 produtos e autuou 3.455 que estavam com quantidade diferente do informado na embalagem.

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