As contas de janeiro estão chegando

Marcelo Moreira

25 de dezembro de 2008 | 19h38

RODRIGO GALLO – JORNAL DA TARDE

Janeiro é mês de férias, mas também é a época do acerto de contas com os gastos do Natal e das despesas do começo de ano. E aí é que surgem as “surpresas”, quando os cheques começam a ser descontados e chegam dos carnês de tributos cobrados em todo início do ano, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Para não acabar com o orçamento, o segredo é saber se planejar e evitar, assim, o temido endividamento excessivo.

Dezembro é um mês que os comerciantes esperam boas vendas, principalmente por conta do pagamento do 13º salário aos trabalhadores. Muitos consumidores gastam todo o abono de Natal para comprar os presentes, confiando na “inesgotabilidade” do 13º salário e nos prazos de pagamento a perder de vista.

Porém, isso é um erro na avaliação do economista William Eid Júnior, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O ideal é guardar uma parte do dinheiro extra e formar um caixa para as despesas do primeiro trimestre, que geralmente são mais pesadas e se acumulam em menos tempo.

“Para fazer melhor, o trabalhador pode juntar 20% do salário todos os meses durante o ano, formar uma poupança e não se endividar quando os carnês chegarem em janeiro”, diz o especialista.

Contudo, nem todos seguem esse tipo de recomendação e, com isso, podem ter problemas com dívidas. Portanto, siga uma dica importante de Eid Júnior: não gaste todo o 13º salário, pois ele pode ser usado para quitar as contas em janeiro.

O problema é que, em janeiro, além do IPTU e do IPVA, os consumidores também são surpreendidos com o valor da matrícula da escola dos filhos e, conseqüentemente, com a enorme lista de materiais escolares.

“Se for possível, o consumidor deve reaproveitar os livros e alguns artigos de papelaria. É recomendável, por exemplo, pegar parte do material usado pelos filhos mais velhos e entregar aos mais novos, ou mesmo pegar com vizinhos e parentes”, ensina o economista Luís Carlos Ewald.

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