Após pequeno crescimento, inadimplência deve diminuir

Marcelo Moreira

04 de julho de 2011 | 17h00

Carolina Marcelino

De acordo com a Serasa Experian, a inadimplência do consumidor teve aumento de 8,2% em maio, comparado ao mês anterior. Pelo terceiro mês consecutivo, foi registrado aumento de um mês para o outro. Em março, o número subiu 3,55% e em abril, 1,5%.

Segundo o professor de economia da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), Ernesto Lozardo, o fácil acesso ao crédito no ano passado, não será repetido em 2011. “É por isso que as pessoas precisam ficar atentas.”

A pesquisa Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que o uso do cartão de crédito foi responsável por 73% dos casos de endividamento familiar. Em junho deste ano, a pesquisa registrou 16,6% de famílias endividadas, contra 12,9% em 2010.

Já nos primeiros cinco meses deste ano, o total de cheques devolvidos teve aumento. De janeiro a maio de 2011, de todos os cheques usados, 1,93% foram devolvidos. No mesmo período do ano passado, a porcentagem era de 1,90%, apontou o levantamento da Serasa Experian.

Especialistas acreditam que com a campanha do governo federal em reduzir o crédito, o número de pessoas atrás de empréstimos deve diminuir, já que com os juros altos, as pessoas devem pensar duas vezes antes de se endividarem.

Cadastro Positivo

Outra aposta dos economistas é o cadastro positivo, que cria uma lista de “bons pagadores”. Na opinião dos especialistas consultados, isso deve diminuir a inadimplência no País, pois o cadastro vai permitir que as empresas consultem o histórico financeiro das pessoas, incentivando que o consumidor pague suas contas em dia.

Um dos objetivos do Cadastro Positivo, já sancionado pela presidente Dilma Rousseff, é oferecer boas condições de crédito aos consumidores na hora de conseguir um empréstimo ou financiamento. Ter o histórico financeiro disponível é opcional. O consumidor deve fazer um pedido formal para que seus dados fiquem disponíveis. Do contrário, ninguém terá acesso.

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