ANS e Inmetro criam selo de convênios

Marcelo Moreira

17 de novembro de 2011 | 07h14

Saulo Luz

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Inmetro vão criar um “selo” para ajudar o consumidor identificar os melhores e os piores planos de saúde (com diferentes categorias que variam de acordo com a qualidade do serviço da operadora). Ainda não há prazo para que o projeto seja finalizado e implantado.

Para a avaliação, cada operadora será visitada pelo comitê de uma entidade acreditadora homologada pela ANS que fará a análise e a avaliação de indicadores, emitindo um parecer sobre o grau de eficiência e qualidade das operadoras em diversos aspectos (como gestão, atendimento, rede credenciada e satisfação dos consumidores, dentre outros).

Os planos ou seguros de saúde aprovadas receberão uma certidão de acreditação que será classificada em uma das três categorias de qualidade – a partir de um padrão mínimo para aprovação: nível 1 (melhores avaliados), nível 2 (avaliação intermediária) e nível 3 (padrão mínimo de qualidade).

Segundo a ANS, o objetivo do Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde – inédito no Brasil e inspirado em modelos internacionais – é estimular uma competição qualitativa incentivando a mudança do modelo assistencial existente e adoção das melhores práticas por parte das operadoras.

“A acreditação diminui algumas das imperfeições do mercado e permite que as operadoras conheçam melhor seu próprio negócio, identificando as soluções para os problemas com mais segurança e agilidade, além de possibilitar que os consumidores tenham uma melhor percepção das diferenças nos níveis de qualidade entre as operadoras”, diz Leandro Fonseca, Diretor Adjunto de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS.

Apesar de serem favoráveis à medida, órgãos de defesa de consumidor acreditam que a certificação perde for ça sem a obrigatoriedade de que todas operadoras participem.

“Na consulta pública a ANS dizia que a ferramenta era importante. Se é tão importante, porque tornou a medida voluntária e não compulsória?”, diz Polyanna Carlos Silva, supervisora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). “Só devem aderir as operadoras que já oferecem um serviço de qualidade. As que oferecem um péssimo atendimento não vão participar.”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.