Alta do imposto do cigarro vai pagar a conta da redução do IPI

Marcelo Moreira

30 de março de 2009 | 20h28

CAROLINA DALL’OLIO – JORNAL DA TARDE

O aumento dos impostos que incidem sobre o cigarro vão bancar a redução do IPI nos setores de construção civil e automotivo. Ao reduzir o IPI de carros, motos e materiais de construção, o governo deixa de arrecadar R$ 1,5 bilhão.

A conta será paga pelos fumantes. Com aumento do PIS, da Cofins e do IPI, os cigarros mais populares vão ficar 20% mais caros. Já no caso dos mais sofisticados, o reajuste pode chegar a 25%.

“É por meio dos recursos provenientes desse desestímulo ao consumo de cigarro que vamos arrecadar e pagar a conta das outras medidas que têm o objetivo de aquecer a economia e manter os empregos”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

No Brasil, são vendidos cerca de 103 bilhões de cigarros por ano, informa a Câmara Setorial do Tabaco. A entidade acredita que o aumento de impostos sobre o cigarro vai estimular a ilegalidade.

Já as entidades de combate ao fumo preveem redução nas vendas. “O Banco Mundial ressalta que o aumento de preço é a principal medida isolada contra o tabagismo, pois inibe diretamente o consumo”, diz Paula Johns, diretora da Aliança de Controle do Tabagismo.

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