Ações na Justiça para cobrar condômino devedor caem 21%

Marcelo Moreira

27 de agosto de 2009 | 21h44

DA REDAÇÃO

O número de ações judiciais para cobrar dívidas de condôminos inadimplentes caiu 20,9% neste ano, em relação à média mensal do ano passado, na cidade de São Paulo.

É o que aponta levantamento da Lello, empresa líder em administração condominial no Estado, com 1,2 mil clientes na capital paulisa, ABC e Guarujá.

De janeiro a julho, nos 1.200 condomínios administrados pela Lello, foram ajuizadas por escritórios de cobrança 452 ações em razão de boletos em atraso, o que representa média de 64 por mês. Em 2008 a média mensal foi de 81, com um total de 981 ações distribuídas ao longo dos 12 meses.

A redução é atribuída pela administradora à lei estadual paulista que permite inscrever os condôminos inadimplentes em serviços de proteção ao crédito, em vigor desde julho do ano passado, que contribuiu também para ampliar o número de acordos amigáveis firmados pelos condomínios com moradores em dívida.

“A nova legislação fez, em muitos casos, com que os condôminos inadimplentes procurassem negociar acordos para o pagamento dos boletos em atraso, evitando o protesto. Como conseqüência, o número de ações judiciais apresenta tendência de queda”, afirma Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios.

Um outro levantamento da administradora apontou que a inadimplência no pagamento do condomínio mensal caiu 33% um ano após a implantação da legislação estadual que permite inscrever condôminos em serviços de proteção ao crédito.

O índice de inadimplência (boletos em aberto após 30 dias da data de vencimento), que foi de 6,5% em julho de 2008, quando a lei entrou em vigor, passou para 4,3%, em média, em junho deste ano.

Tendências: