Ao Vivo - Marina Silva é entrevistada em sabatina Estadão-Faap

Candidata à Presidência pela Rede nas eleições 2018 será a terceira sabatinada pela série do 'Estado' em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado

A série de encontros Estadão-Faap Sabatinas com os Presidenciáveis recebe nesta terça-feira, 28, a candidata Marina Silva, da Rede, nas eleições 2018. A entrevista ocorre na sede da fundação, em São Paulo. 

 

O evento tem um painel único de duas horas de duração no qual a candidata responde a questionamentos dos entrevistadores e da plateia. 

 

Marina é entrevistada por dois jornalistas do Estado e um professor da Faap.

 

Os encontros são gratuitos, restritos a convidados do Estado e da Faap. Todos os eventos terão transmissão ao vivo pelo portal Estadão, pelos canais do jornal no Facebook e no Twitter e pelo site da TV Faap.

 

 

 

26/05/0588, 15h35

Acompanhe Ao Vivo

Agradecemos a audiência e até a próxima semana! 

A série de sabatinas continua na próxima semana. Na terça-feira, 4 de setembro, o entrevistado é o candidato Ciro Gomes, do PDT. 

A jornalista Eliane Cantanhêde encerra, neste momento, a sabatina com a presidenciável Marina Silva, da Rede

"Tem gente que vai em três Estados por dia. Mas com meio bilhão é fácil", comenta. 

Marina diz que tem que enfrentar tudo isso exercitando o hábito de oferecer a outra face. "Não é verdade que esteja sumida. Estou muito presente, dei mais de 200 palestras e falei diretamente com quase 200 pessoas olhando no olho". 

Marina Silva: "Fui trabalhar como professora, porque tenho que me sustentar. Faço palestras. As poucas remuneradas não têm tabela, as pessoas pagam o que acham que vale. São mais desconstruções, inventaram até que eu era do lado dos banqueiros".

Marina Silva: "Fiz dois programas do meu partido defendendo a Lava Jato e isso não é se pronunciar? Eu estou me pronunciando e não estou 'sumida', porque ajudei a criar um partido sem estrutura, sem dinheiro, participei de um processo eleitoral em 2016 viajando em centenas de lugares com pouquíssimos recursos". 

Marina diz que partidos como o PSDB foram se alojar no governo. "Fiquei sozinha defendendo que o melhor era cassar a chapa Dilma-Temer. Mas isso não tem a audiência daqueles que faziam coro de que não deveria cassar".

 

"Eu era contra o foro privilegiado. Eles são a favor, mas dizem que eu não me pronuncio". 

A jornalista Vera Magalhães diz que pesquisas mostram a extrema-esquerda com Lula e a extrema-direita com Bolsonaro.

 

Como passar pela fresta para se contrapor nessa polarização extrema? Acha que tem perfil para esse momento do Brasil? 

Sobre a Venezuela, a candidata da Rede diz que o Brasil cometeu erros enormes. "Perdeu a oportunidade de liderar força com vários países para poder dar ajuda humanitária e mediar uma saída para a Venezuela". 

Sobre Donald Trump, Marina Silva diz que os EUA têm um papel importante no equilíbrio das forças "em nome de uma política protecionista primitiva em que todos perdem". 

 

"Quem tem a posição que os EUA têm não pode renunciar o papel de ajudar a liderar processos multilaterais de saída para todos. Isso é péssimo para todos. A disputa China x Estados Unidos é uma disputa perde-perde". 

Marina Silva afirma que vai recuperar o protagonismo do Brasil na agenda de defesa da sustentabilidade, dos direitos humanos e da democracia. "Em todos os aspectos".

Marina Silva diz que conseguiu, na agenda de biodiversidade, de florestas, do clima, em várias agendas, ter um papel relevante. "Não por acaso, o Brasil foi o primeiro País emergente a assumir metas voluntárias de redução de CO2. Deveríamos estar ombro a ombro com a União Europeia. O Brasil pode e deve ter esse lugar na agenda nos objetivos do desenvolvimento sustentável. Tivemos retrocessos inaceitáveis". 

Marina Silva: "Perdemos protagonismo e liderança porque em alguns casos relativizamos princípios e valores. O que acontece na Venezuela, não cumprimos com nosso papel porque em funções de alinhamentos ideológicos e políticos, deixamos de cumprir o papel de articular para evitar que a Venezuela não fosse mais uma democracia". 

Marina Silva: "Em termos de política externa, é melhor quando temos um lugar no mundo. E o que define isso são nossos princípios e valores. Nesse sentido, o Brasil vive há mais de 100 anos em paz com suas fronteiras. Temos uma cultura de paz, defendemos a democracia, direitos humanos e, há muito tempo, a gente vem lutando para colocar o Brasil no lugar daqueles que defendem a preservação do planeta". 

Minutos Anteriores