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‘Primárias’: Ciro, Eduardo Leite e Mandetta criticam enfrentamento da pandemia e cobram medidas econômicas

Primeira edição do programa organizado pelo ‘Estadão’ e pelo Centro de Liderança Pública (CLP) reuniu três presidenciáveis do centro; veja como foi

No primeiro debate da série Primárias, realizada nesta quinta-feira, pelo Estadão em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), três presidenciáveis defenderam as reformas tributária e política como essenciais para a retomada do crescimento. Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Eduardo Leite (PSDB) avaliaram que, para além da tragédia sanitária, a pandemia exige respostas nos campos econômico e social. Eles criticaram o enfrentamento da pandemia pela gestão Bolsonaro e cobraram medidas econômicas do governo.


O debate foi dividido em quatro blocos, e os participantes responderam a perguntas de jornalistas e fizeram perguntas entre si. A mediação foi feita pelo cientista político Luiz Felipe d’Avila, presidente do CLP. Veja como foi o encontro.

 

 

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  • 20h53

    01/07/2021

    Encerramos aqui o vivo da primeira edição do programa Primárias. Acompanhe a cobertura de Política no portal e na edição impressa do Estadão. Boa noite a todos!

  • 20h38

    01/07/2021

    Bastidores: O ex-ministro Ciro Gomes lamentou a situação do País. "De um lado, considero que o Brasil ainda não superou a pandemia. Mas de outro lado o Bolsonaro está destruindo a nação brasileira", disse ao Estadão.

     

    Ele também criticou os apoiadores do presidente. "Bolsonarismo boçal e violento vai começar a infiltrar a milícia bem organizada para criar caso e produzir um cadáver." (Pedro Venceslau)

     

    Foto: Alex Silva/Estadão

     

    Alex Silva/Estadão

  • 20h36

    01/07/2021

    Bastidores: Eduardo Leite abordou as manifestações contra o governo Bolsonaro. "Cabe aos organizadores coordenar as manifestações para que elas sejam menos apropriadas por movimentos específicos", afirmou. 

     

    "Neste momento parece que as manifestações foram apropriadas. Eu tenho vários relatos de pessoas que foram às manifestações e saíram porque se sentiram constrangidas. Colocaram adesivos de Lula ou movimentos ligados a partidos políticos. Isso acaba afastando. Pelo nível de insatisfação da população, se não fosse a cooptação por movimentos, muito mais gente estaria nas ruas", disse o governador do Rio Grande do Sul. (Pedro Venceslau)

  • 20h34

    01/07/2021

    Imagens dos bastidores mostram clima amistoso entre presidenciáveis na primeira edição do programa Primárias.

    Crédito: Alex Silva/Estadão

    Alex Silva/Estadão

    Alex Silva/Estadão

    Alex Silva/Estadão

  • 20h25

    01/07/2021

    Bastidores: O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta comentou sobre a exoneração do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, citado em denúncias de suposta cobrança de propina na compra de vacinas. "Afastar só não basta. Tem que investigar e esclarecer. A escolha dele na época foi técnica. A gente formava a equipe com currículo. Tínhamos um grande desafio de logística que era mudar a porta de entrada do aeroporto do Galeão, que estava subdimensionado, para Guarulhos. Esse foi o trabalho maior deste departamento em 2019."

     

    Mandetta continuou: "(Dias) Era um diretor subordinado ao Gabardo, que era o secretário executivo, com uma autonomia baixa. É estranho primeiro a permanência, porque da minha equipe praticamente todos saíram. Depois eles falaram que o problema do Ministério da Saúde era logística. Eu achava estranho: será que o problema do SUS era logística e eu não percebia? Os militares eram todos especializados em logística. E ele (Dias) permaneceu no cargo de diretor de logística. Deve ter havido, depois que a gente saiu, um apadrinhamento político de quem era técnico."

     

    Além disso, comentou sobre o pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro: “Do ponto de vista de motivos para o impeachment, sim, eu apoio. Está claro um vínculo entre as decisões que o presidente tomou  na pandemia e os resultados. Mas do ponto de vista político, não sei se há verdade por parte do PT de querer o impeachment."

     

    Por fim, ainda disse que não vai nas manifestações contra Bolsonaro marcadas para este sábado. "Tenho evitado aglomerações. Não está na hora de aglomerar. Não sei quem vai, mas o vírus vai estar lá." (Pedro Vesceslau)

    Foto: Alex Silva/Estadão

    Alex Silva/Estadão

  • 20h18

    01/07/2021

    Debate chegou ao fim em clima amistoso  

     

    Foto: Alex Silva/Estadão 

    Foto: Alex Silva/Estadão

  • 20h18

    01/07/2021

    Bastidores: “Fico no mandato (de governador do Rio Grande do Sul) até o final, a não ser que o partido entenda que eu seja o melhor candidato a presidente”, disse Eduardo Leite ao Estadão

     

    Sobre a possibilidade de o PSDB não ter candidato em 2022, afirmou: "Se a gente busca apoio, tem que sentar na mesa também disposto a apoiar.” Ele acrescentou ainda que o PSDB “busca protagonismo”, mas não precisa ter o candidato.

     

    Leite comentou ainda que respeita a decisão do PSDB de São Paulo de convocar os tucanos para a manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro no sábado, mas afirmou que não pretende participar.

     

    "Torço para que as manifestações tenham um caráter menos corporativo de grupos específicos, e que haja menos apropriação política, e mais a participação de brasileiros que querem expor sua insatisfação à forma como o País está sendo conduzido”, comentou. “Pelo nível de insatisfação da população,  se não fosse a cooptação por movimentos, muito mais gente estaria nas ruas." (Pedro Venceslau)

    Foto: Alex Silva/Estadão

    Alex Silva/Estadão

  • 20h11

    01/07/2021

    “Não consigo me conformar que temos 50% dos jovens querendo sair do Brasil porque não acreditam no futuro do País”, diz Eduardo Leite 

     

    Em sua fala final, Eduardo Leite afirmou que não aceita a falta de esperança dos jovens no Brasil. “Não consigo me conformar que temos 50% dos jovens querendo sair do Brasil porque não acreditam no futuro do País”, disse. Ele explicou que, além de resgatar a esperança dos jovens, quer também que o país dê conforto aos mais velhos. 

     

    Leite abordou o desmatamento e afirmou que é essencial que o país tenha políticas para proteger o meio ambiente. E ressaltou seu desejo de aliar pautas atribuídas tradicionalmente à esquerda e à direita. “Busco aliar eficiência da máquina pública e sua modernização e o equilíbrio das contas com ação social para aqueles que mais precisam”, afirmou. 

     

    Leite também citou a importância da valorização da diversidade. “Nós podemos fazer certamente um país que foca sua energia não em destruir um ao outro mas em construir algo de novo”, disse.  

  • 20h11

    01/07/2021

    Ciro Gomes afirma que falta “projeto” ao Brasil, mas que o desenvolvimento do país é possível 

     

    Em sua conclusão, Ciro Gomes afirmou que o Brasil vive a pior crise de sua história. “Houve muitas crises na história brasileira, mas o acúmulo desse genocídio, desastre social e econômico e desastre moral, afirmam claramente para nós que nós estamos diante da pior de todas”, disse. 

     

    Para ele, não é possível que, repetindo os mesmos remédios e os mesmos personagens, o país consiga sair da crise e prosperar. Ele destacou outras épocas em que o Brasil teve grande crescimento econômico e afirmou que “o chão é o mesmo”.

     

    “O que está fracassando é a política. O que falta ao Brasil é projeto. É preciso trabalhar junto para descobrir a doença, porque não tem como curar doenças que não têm o diagnóstico correto. A tarefa [de desenvolver o Brasil] é nossa e há como se fazer”, concluiu. 

  • 20h06

    01/07/2021

    Mandetta encerra participação falando em união e diálogo

    Ao encerrar a sua participação, o ex-ministro da Saúde e ex-deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) defendeu mais diálogo e falou em como a população está desamparada politicamente. “Não é possível, não é admissível que a nossa geração não vá se colocar em pé e dizer ‘chega!’. Esse Brasil não é o Brasil que pode ser, que tem caminho, que tem união, que tem gente que está a fim de fazer, que tem pressa para fazer”, declarou. 

     

    “Esse é o País feito pelos imigrantes, pelo povo que veio para cá, pelos índios que estavam aqui, e que receberam quase sempre com diálogo, com acordo, com injustiças históricas. É a nossa vida que está ali. A diáspora africana, forçada. Esse País tem que se encontrar no respeito, no diálogo, sem agressão, sem violência, sem violência contra a imprensa”, continou.

  • 19h59

    01/07/2021

  • 19h58

    01/07/2021

    Ciro defende mudança no imposto de renda; Mandetta fala em reforma com ‘justiça tributária’

    Ciro Gomes questionou Luiz Henrique Mandetta sobre a carga tributária impactar mais a população com menor poder aquisitivo. O ex-ministro falou que a discussão da reforma tributária sempre cai na “mesma vala”, de bens essenciais, como a energia e a gasolina, por exemplo, o que não pode mais ocorrer. Ele considera, contudo, simplista a proposta de taxar as grandes fortunas.

     

    “Não se pode mais aumentar essa carga tributária. Ela está no limite. Agora regular, dar uma lógica fiscal. Não para esse dinheiro ir para um paraíso fiscal, mas para que a gente deixe de ser um inferno fiscal”, declarou. 

     

    Ciro citou que outros países apostam na tributação com base em patrimônio e renda e exemplificou: a criação de uma tributação sobre patrimônios acima de R$ 20 milhões, com arrecadação de meio a um ponto percentual. Além disso, defendeu uma mudança com progressividade maior no imposto de renda, com alíquota maior para quem ganha R$ 1 milhão e menor para quem ganha R$ 2 mil, que hoje paga 15%, que é uma aberração.

     

    Mandetta destacou que a reforma tributária deve vir junto de uma discussão sobre destinos para os financiamentos. “A reforma tributária tem que vir junto com justiça tributária ancorada nas políticas do nosso contrato social constitucional.”

  • 19h49

    01/07/2021

  • 19h47

    01/07/2021

     “Não tem como achar, em um país como o Brasil, que o mercado vai se encarregar de tudo”, afirma Eduardo Leite 

     

    Questionado por Mandetta sobre qual o caminho para superar a pobreza no Brasil, Eduardo Leite afirmou que é natural que o governo, em um país que tem tantas desigualdades sociais como o Brasil, tenha um papel de promoção social, de combate às desigualdades. “Não tem como achar, em um país como o Brasil, que o mercado vai se encarregar de tudo”, disse. 

     

    O governador do Rio Grande do Sul apontou que é importante conciliar a visão de diminuir burocracias e carga tributária para aqueles que querem e podem empreender, a partir de um Estado que diminua o seu tamanho, com o "outro lado do papel do Estado, que é estender a mão e ajudar aqueles que não vão conseguir se inserir no mercado de trabalho”.  

  • 19h37

    01/07/2021

    Ciro defende qualificação e melhor remuneração para professores

    Eduardo Leite questionou Ciro Gomes sobre ações para estimular a permanência dos jovens que hoje cogitam deixar o País. O ex-ministro citou a evasão escolar enfrentada no País e defendeu melhorias na educação pública, com a adoção de novas práticas pedagógicas. Ele considera que as escolas hoje são “muito ruins”. “O professor é mal estimulado, mal remunerado.”

     

    Ciro citou Leonel Brizola como inspiração para ações na educação, como o ensino integral. “Qualificar a escola para preparar para a vida, disputar a universidade, disputar vaga de emprego ou ser empreendedor.”

     

    Leite comentou, por sua vez, que a pandemia gerou uma “desconexão” do jovem com a escola. Ele defendeu a realização de cursos curtos para estudantes do Ensino Médio e formação socioemocional para que “possam suportar esse mundo de mudanças” do pós-pandemia.

     

    Em resposta, Ciro declarou que, se for possível apostar em um único ponto, esse investimento deve ser voltado ao professor, com qualificação e aumento de salários. “A chave é o professor. Temos que requalificar”, disse. 

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