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Política

Política

Movimentos pró-governo fazem manifestações pelo Brasil

Grupos contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff realizam nesta quinta-feira, 31, em todo o País, manifestações em favor da democracia e contra o que classificam de golpe dos opositores

Além da defesa do mandato de Dilma, os atos de hoje, que reunirão também movimentos sociais e centrais sindicais, também irão criticar a possibilidade de reforma da Previdência e o ajuste fiscal em curso pelo governo. Em Brasília, a concentração começou às 14 horas, no estacionamento do estádio Mané Garrincha e, às 17h, os manifestantes se deslocaram até o Congresso Nacional. A expectativa dos organizadores é que o ato em Brasília reúna cerca de 100 mil pessoas e as principais lideranças.

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  • 21h38

    31/03/2016

    Encerramos aqui a cobertura ao vivo das manifestações desta quinta-feira, 31 de março. Agradecemos a todos que acompanharam.

  • 21h37

    31/03/2016

    Porto Alegre - Os organizadores do protesto a favor do governo da presidente Dilma Rousseff na capital gaúcha afirmaram que 80 mil pessoas participaram do ato nesta quinta-feira. Para a Brigada Militar, no entanto, o público foi expressivamente menor. De acordo com a estimativa final da polícia, 18 mil pessoas estiveram na mobilização.

    O ato começou às 17 horas com uma concentração na Esquina Democrática, histórico reduto de manifestações populares da cidade. Diversas lideranças sociais e políticas discursaram do alto de um carro de som, entre elas o ministro do Trabalho, Miguel Rossetto. Em uma breve fala, ele pediu que os militantes convençam os deputados a votar contra o processo de impeachment da presidente que tramita na Câmara dos Deputados.

    Rossetto também falou sobre o lançamento da fase três do Minha Casa Minha Vida e disse que os "golpistas" vão acabar com o programa, uma das principais bandeiras da administração petista.

    Assim como nos outros Estados brasileiros, a defesa do mandato de Dilma foi o mote central do protesto, organizado por grupos sindicais e sociais ligados ao PT. Os cartazes e os gritos dos manifestantes no chão reforçavam o discurso das lideranças que subiam no carro de som. As principais críticas se dirigiram ao processo de impeachment. "Não vai ter golpe" foi a frase mais entoada pelos participantes. Também houve críticas ao vice-presidente da República, Michel Temer, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Em vários momento, os manifestantes cantaram: "O Cunha, pode esperar a tua hora vai chegar".

    O protesto transcorreu de forma pacífica. Depois do discurso de Rossetto, pouco depois das 20 horas, a multidão deixou a concentração e fez uma passeata saindo da Avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares, na zona central da cidade. Lá, a mobilização segue no decorrer da noite, com apresentações culturais. (Gabriela Lara, correspondente)

  • 20h59

    31/03/2016

    Manifestação pró-Dilma ganhou as ruas de Buenos Aires nesta tarde. Saiba mais

  • 20h45

    31/03/2016

    Brasília - Apesar de defenderem a permanência da presidente Dilma Rousseff e serem contrários ao impeachment, os manifestantes reunidos hoje em frente ao Congresso Nacional também fazem críticas à política econômica do atual governo. Eles reconhecem que a política econômica tem atingido projetos sociais importantes.

    Durante os discursos no carro de som na Esplanada dos Ministérios, vários líderes do ato pediram ao governo a garantia dos programas sociais, reforma agrária e mudanças na política econômica. Apesar disso, passaram o dia em Brasília gritando "não vai ter golpe" e defendendo a permanência da presidente Dilma.


    Não foi feita até o momento nenhuma citação ao vice-presidente Michel Temer. Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi um dos alvos do protesto que reúne neste momento, segundo a Polícia Militar, 40 mil pessoas em frente ao Congresso Nacional. O clima do ato foi tranquilo durante todo o dia, sem ocorrências. Os participantes chegaram até a entrar no espelho d'água em frente ao Congresso, mas sem nenhum contato com a polícia. Alguns artistas contrários ao impeachment também marcaram presença no protesto. (André Borges e Victor Martins)

  • 20h42

    31/03/2016

    Manifestação pró-Dilma também ganhou as ruas de Munique, na Alemanha, na tarde desta quinta-feira.

     

  • 20h38

    31/03/2016

    Manifestantes do Rio usaram faixas enormes e muitos cartazes para declarar apoio a Dilma e garantir que País "não sofrerá golpe"

     

  • 20h31

    31/03/2016

    O cantor e compositor Chico Buarque de Holanda participou dos atos no Rio

  • 20h23

    31/03/2016

    São Paulo - Escalado para falar em nome do PT no ato pró-governo desta quinta-feira na Praça da Sé, o presidente do diretório estadual do partido em São Paulo, Emídio de Souza, chamou o vice-presidente Michel Temer de golpista.

    "Temer poderia passar para a história do Brasil como constitucionalista mas junto com o (Eduardo) Cunha vai passar para a história como golpista", disse o dirigente petista.

     

    Depois de chamar Cunha de "ladrão do erário público", Emídio usou as acusações contra o presidente da Câmara para desqualificar o o processo de impeachment contra Dilma.

    "Eles falam muito em ética mas se gostassem de ética não botavam um ladrão como Eduardo Cunha para cuidar do processo de impeachment", afirmou.

    Pouco depois, em entrevista coletiva, Emídio ironizou o desembarque do PMDB do governo. "O Brasil está vivendo o terceiro dia sem o PMDB no governo desde a Nova República", disse ele.

    O presidente nacional do PT, Rui Falcão, adotou um tom mais brando mas também não poupou Temer. "Eu lamento que o vice eleito na nossa chapa, com o nosso programa, participe agora de um impeachment sem base legal. Isso tem nome. É golpe", disse Falcão.

    Segundo ele, os ministros peemedebistas que se recusam a seguir a decisão da direção partidária de desembarcar do governo "não coadunam com aquele ato que alguns chamaram de farsa".

     

    Alguns oradores radicalizaram no discurso contra o PMDB. Luiz Gonçalves, o Luizinho, da Nova Central, disse que "o único golpe que Cunha merece é no fígado. Golpe de caratê, porrada naquele vagabundo". (Ricardo Galhardo e Pedro Venceslau)

  • 20h12

    31/03/2016

    Porto Alegre - A Brigada Militar estimou em oito mil o número de participantes no protesto pró-governo realizado nesta tarde na capital gaúcha. Este é um número preliminar, que será atualizado ao fim do ato. A organização começou divulgando o numero de 20 mil, no final da tarde, mas há pouco afirmava que o público passava de 50 mil pessoas.

    Os manifestantes se reúnem desde as 17 horas na Esquina Democrática, formada pelo cruzamento de duas ruas do centro da cidade. O local é um dos principais pontos de reunião popular de Porto Alegre, e foi palco de inúmeras manifestações políticas e culturais ao longo da história porto-alegrense.

    À tarde, diversas lideranças sindicais e de movimentos sociais discursaram para a multidão defendendo a preservação do mandato da presidente Dilma Rousseff e condenando o processo de impeachment que tramita no Congresso Nacional. (Gabriela Lara)

  • 20h10

    31/03/2016

    Acompanhe o dia de manifestações pró-governo em fotos. Veja a galeria

  • 20h08

    31/03/2016

    Brasília - O senador Humberto Costa (PT-PE) fez há pouco um discurso durante manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em um carro de som em frente ao gramado do Congresso Nacional, ele falou para cerca de 50 mil pessoas e lembrou que 31 de março é a data que marca a tomada do poder pelos militares em 1964. Classificando o processo de impeachment em andamento na Câmara como um golpe, ele afirmou que para que haja impedimento da presidente seria necessário um crime de responsabilidade. Na sua fala, gritou ao público: "A presidente Dilma Roubou? A presidente recebeu propina?". Ao que os manifestantes responderam com gritos de não, ele voltou a chamar o processo de golpe. "Estamos na rua para enterrar essa tentativa. Isso é golpe contra o povo brasileiro, é golpe contra a Constituição. Para que haja impedimento, é preciso crime de responsabilidade", afirmou.

     

    Em seguida, uma gravação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizia que de um lado estão os que querem atropelar a democracia e, do outro, os que acreditam nela. A gravação foi passada integralmente por problemas técnicos. Depois da gravação, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, subiu ao palanque. "Vamos avançar com a reforma agrária, com a reforma tributária. Já avançamos muito e não podemos retroceder", disse. "

     

    "Estamos dizendo que não haverá golpe, e haverá reforma agrária. Não haverá golpe e continuaremos a avançar as políticas sociais", afirmou. Segundo o último boletim da Secretaria de Segurança Pública do DF, cerca de 50 mil ocupam a Esplanada. Parte desse grupo chegou em 370 ônibus e, até o momento, não houve ocorrência de conflitos. (Victor Martins e André Borges) 

  • 19h59

    31/03/2016

    Rio Grande do Norte - Manifestantes também foram às ruas de Mossoró

     

  • 19h56

    31/03/2016

    São Paulo - A Frente Brasil Popular, grupo que reúne entidades sociais e partidos de esquerda contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, reuniu milhares de pessoas na tarde desta quinta-feira na Praça da Sé, em São Paulo, em um ato político marcado por críticas ao PMDB, ao presidente da Camara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao vice-presidente Michel Temer (PMDB).

    Lideranças do MST, CUT, Central dos Movimentos Populares (CMP) e outras entidades disseram que não irão reconhecer o eventual governo Temer e prometeram ir à ruas para protestar contra ele. "Não daremos nem um dia de sossego para Michel Temer, caso ocorra o impeachment, mas acreditamos que isso não vai acontecer", disse ao Estadão Gilmar Mauro, um dos coordenadores do MST. Na mesma linha, o líder da CMT, Raimundo Bomfim, garante que os movimentos sociais rechaçarão um eventual governo de coalizão formado pelo PMDB e partidos da oposição à presidente Dilma. " Se nós já fomos às ruas com criticas à política de ajuste fiscal do governo Dilma, imagine como seria no governo dele. Teríamos mais liberdade para fazer oposição, afirmou o ativista.

    Ainda segundo Bomfim, não é possível comparar o movimento de impeachment de Collor em 1992 com o atual que pedido de saída de Dilma. "Em 1992 havia unanimidade dos movimentos sociais em torno do impeachment de Collor. Desta vez, o movimento nasce sem legitimidade. Este impeachment é golpe. Dilma não cometeu crime de responsabilidade."

    O líder da CMT disse ainda que está confiante que os deputados da base governista conseguirão até meados de abril reunir as assinaturas necessárias para barrar o impedimento.

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do evento na Sé e a principal liderança petista presente foi o presidente do PT, Rui Falcão. Os organizadores calculam que entre 30 mil e 50 mil pessoas participaram da manifestação. A Polícia Militar, até este momento, não divulgou estimativas. (Pedro Venceslau e Ricardo Galhardo)

  • 19h33

    31/03/2016

    Fortaleza - O ex-ministro da Educação, Cid Gomes (PDT), disse nesta quinta-feira, ao chegar ao ato de apoio à presidente Dilma Rousseff, em Fortaleza, que a junção do PSDB com o PMDB é muito ruim para o País.

    "O PMDB é uma cambada de gatunos e achacadores, que se juntaram com o que há de pior, que é o PSDB, inconformado de perder a eleição até hoje”, discursou Cid para a multidão que participa esta noite da manifestação pró-Dilma. (Carmen Pompeu)

  • 19h32

    31/03/2016

    Florianópolis- A chuva não impede o manifesto em Florianópolis. A PM não divulgou os números oficiais, mas a organização falou em quase duas mil pessoas. A concentração ocorre em frente ao Mercado Público, no centro histórico da cidade. O ato é batizado de Não Vai Ter Golpe e reúne aproximadamente 40 movimentos sociais. 

    A manifestação começou tímida, por volta das 17h, com cerca de 150 pessoas. As principais reivindicações são a defesa da democracia, do pré-sal, emprego e contra o golpe. Cada discurso é interrompido por uma canção. Como o hino da anistia, O Bêbado e o Equilibrista, escrito por João Bosco.


    "Esse é o momento das pessoas se posicionarem, pois a democracia ainda está verde e as pessoas devem defendê-la", disse o cineasta André Zacchi. Em uma hora de protesto o grupo se multiplicou. A cada hora o público aumenta. Não faltam bandeiras vermelhas no ato. (Aline Torres, especial para o Estado)

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