Política

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Manifestantes vão às ruas após afastamento de Dilma e posse de Temer

Vice-presidente assumiu o cargo após Dilma ser afastada pelo Senado

Após ser aprovado na Câmara dos Deputados, processo foi analisado e admitido no Senado. Temer anunciou 21 nomes do novo ministério.

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25/04/2016, 12h07

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  • 20h20

    12/05/2016

    Encerramos aqui a cobertura do ao vivo. Acompanhe mais notícias no www.estadao.com.br

  • 20h08

    12/05/2016

    Depois de 20 minutos de discursos e música quase na frente da FIESP ( a polícia limitou o espaço para que a manifestação não chegasse exatamente na frente do edifício), a manifestação seguiu para o escritório da Presidência, nas proximidades da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. Ao chegar no local, gritos de "Fora, Temer". 

    Simbolicamente, o escritório da presidência da república foi trancado - com colagem de cartazes e pichações na porta de vidro do prédio. (Gilberto Amendola)

  • 20h00

    12/05/2016

    Um protesto contra o impeachment da Presidente Dilma Rousseff terminou em confronto entre manifestantes e policiais militares na noite desta quinta-feira, em Porto Alegre. O embate ocorreu no bairro Cidade Baixa, na região central. Conforme testemunhas, policiais lançaram bombas de gás em direção ao grupo, que revidou jogando objetos. Não há informe de presos ou feridos.

    O protesto começou em frente ao diretório do PMDB, na avenida João Pessoa ainda no fim da tarde. De lá, o grupo iniciou sua movimentação, seguido de perto pelos policiais. O Batalhão de Choque da Brigada Militar foi acionado e se posicionou perto do Largo Zumbi dos Palmares, onde ocorreria a dispersão do ato. Nesse momento, as primeiras bombas de gás foram lançadas em direção ao grupo. O protesto ocorria de forma pacífica, até então. Houve tumulto e correria.

    Segundo a Brigada Militar, sua resposta se deu com o objetivo de desobstruir o bloqueio feito pelos manifestantes na avenida Loureiro da Silva. Em seu recuo, os manifestantes continuam bloqueando o trânsito na região, sendo observados de perto pelos policiais. Por volta das 19h30, a cavalaria chegou no local. Ao mesmo tempo, alguns motoristas, presos no congestionamento, apoiavam os manifestantes. (Chico Guevara, especial para O Estado)

  • 19h20

    12/05/2016

    O novo ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, disse que nenhum programa das duas pastas que foram fundidas serão extintos. Segundo ele, mesmo sem dinheiro, em meio a um ajuste fiscal, "tudo o que tiver impacto para a sociedade será mantido e fortalecido". A fala de Mendonça Filho ocorreu após a cerimônia de posse no Palácio do Planalto. Ele ainda refutou críticas de que a Cultura possa ser suprimida pela Educação.

    Questionado sobre o programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) poderiam sofrer ajustes, ele negou. "Não serão enfraquecidos", disse. Mendonça Filho explicou que terá acesso apenas amanhã aos dados do novo ministério e que precisa fazer uma avaliação do quadro geral de programas e do orçamento que receberá. O ministro, no entanto, não explicou como pretende fortalecer os programas em meio a um ajuste fiscal. "Vocês vão ver como eles serão fortalecidos", limitou-se a dizer. (Victor Martins)

     

  • 19h02

    12/05/2016

    A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou nesta quinta-feira (12) nota em que elogia o presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), e três dos ministros escolhidos por ele - Henrique Meirelles (Fazenda e Previdência Social), José Serra (Relações Exteriores) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio e Serviços) -, além de Ilan Goldfajn, que deve ser anunciado nos próximos dias como presidente do Banco Central. A entidade defende o diálogo e o apoio ao novo governo.

    “Temer é um homem aberto ao diálogo, que compreende o momento histórico em que assume os destinos da nação brasileira. Uma agenda de reformas será implementada. São mudanças no arcabouço institucional do país pelas quais clama o setor privado há pelo menos duas décadas”, diz a nota.

  • 18h38

    12/05/2016

    Frase forte do Boulos no ato: "Michel Temer que não ouse mexer nas políticas sociais. Se fizer isso, o País vai pegar fogo".

    Boulos também chamou a FIESP de covil de golpistas e fascistas. "Hoje vai ser só um recado, mas vai chegar o dia, se eles insistirem nesse golpe, que vamos todos àquele prédio"

    A marcha segue para a FIESP e depois vai para a Secretaria da presidência da República. (Gilberto Amendola)

  • 18h33

    12/05/2016

    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta quinta-feira que se posicioná contra eventuais propostas do governo Michel Temer que diminuam direitos dos mais pobres. "A chegada do PMDB ao governo não pode sufocar o direito dos mais pobres. E eu estou aqui como presidente do Senado para zelar por isso", afirmou.

    Deputados, senadores e militantes do PT, PCdoB, PDT e PSOL têm acusado Temer, publicamente, de querer acabar ou diminuir programas sociais como o Bolsa Família, uma das principais vitrines dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Temer, no entanto, nega. Seus aliados dizem que o governo do peemedebista vai apenas aprimorar alguns programas, para corrigir distorções. (Igor Gadelha)

  • 18h23

    12/05/2016

    A frente Povo Sem Medo, o MTST e outros movimentos sociais estão concentrados no vão livre do MASP para aquele que será a primeira manifestação contra o agora presidente interino Michel Temer. Antes das 18h, aproximadamente três mil pessoas estavam no local (número não oficial).

     

    O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse "que esse será apenas um primeiro ato de resistência". Para Boulos, a luta contra o "golpe será nas ruas". De acordo com ele, o ministério de Temer deve ter sido "surpreendente para quem bateu panelas contra a corrupção e agora tem que encarar um ministério cheio de corruptos". (Gilberto Amendola)

  • 18h16

    12/05/2016

    Está encerrada a cerimônia.

  • 18h16

    12/05/2016

    Temer: "Vi num posto da Castelo Branco, não vamos falar em crise, trabalhe. Quero espalhar essa frase em milhões de outdoors. Nosso lema é 'ordem e progresso'. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual. Finalmente, dado o critério de alta religiosidade. Religião vem do latim 'religare'. Quando você é religioso, você quer fazer uma religação. Queremos fazer isso com o Brasil. Com os valores fundamentais do Brasil. Peço a Deus que abençõe a todos nós. A mim, a minha equipe, ao povo brasileiro, para estarmos sempre à altura dos desafios que temos pela frente. Meu muito obrigado e um bom Brasil para todos nós!"

  • 18h14

    12/05/2016

    Temer: "Quero reforçar a importância da harmonia entre os poderes, e da Constituição. Cada órgão do poder tem suas tarefas. Ninguém pode interferir. A Constituição diz que os poderes são harmônicos entre si. Somos exercentes do poder. Quando há desarmonia, há desobediência inconstitucional. A partir de agora, não podemos mais falar em crise. Trabalharemos".

  • 18h12

    12/05/2016

    Temer: "Faço questão de declara meu absoluto respeito institucional à senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto as razões, mas quero sublinhar a importância do respeito às instituições, e a liturgia das questões institucionais. Palavras serão propagadoras da paz, da moderação dos brasileiros. Tudo que disse faz parte de um ideário não em busca da unanimidade, mas um princípio de diálogo. Farei pronunciamentos. Os meus ministros, quer dizer, os ministros do governo farão manifestações sempre no exercício infatigável de encontrar soluções negociadas para os nossos problemas".

  • 18h10

    12/05/2016

    Temer: "O Brasil está no centro do mundo com as Olímpiadas. As pautas se voltarão para as condições políticas e econômicas do País. Nesta tarde, desde já, pedimos desculpas pelo possível alongado da exposição, quero reiterar que a minha intenção era realizar essa cerimônia com a maior sobriedade. Sem embargo do entusiasmo, todos compreendemos o movimento ingrato que passamos. Essa tarde não é momento de celebrações. Mas para uma profunda reflexão. Não podemos olhar para frente com olhos de ontem".

  • 18h09

    12/05/2016

    Temer: "Indico o caminho natural para definição da atuação interna e externa. Insisto na Constituição porque toda vez que nos desviamos dos limites do direito, criamos a instabilidade social e política. Pois muito bem. Nesta constituição, a defesa da paz, respeito à autodeterminação, a centralidade dos direitos humanos. Traçam a imagem de um país pacífico. São esses elementos de consenso que nos permitem estabelecer bases da política externa. A recuperação será tarefa central".

  • 18h07

    12/05/2016

    Temer: "Precisamos prestigiar a agricultura familiar. Apoiando e incentivando os micro e pequenos empresários. Vamos reduzir o desemprego".

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