Política

Política

'Brasil não tem política nacional de segurança pública', diz Jungmann

Ministro da Segurança Pública e especialistas debatem o tema em Fórum Estadão; portal transmite painéis ao vivo

Com o tema Mais governança e mais segurança, o Estado realiza nesta quarta-feira, 25, em São Paulo, o quinto fórum promovido para debater caminhos para a reconstrução do Brasil. O evento será dividido em dois painéis. No primeiro – O Combate à Corrupção –, participam o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba e responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, o advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira e o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Ministério Público de São Paulo.


Os debatedores do segundo painel – Alternativas para a Segurança Pública – são o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, e o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.


Os debates são mediados pelo jornalista José Fucs. O evento começa às 9h30 e pode ser acompanhado ao vivo pelo portal www.estadão.com.br e nas redes sociais do Estado e da Unibes.

 

Os fóruns têm como parceiros a Unibes Cultural e o CLP (Centro de Liderança Pública), o Irice (Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior) e a Tendências Consultoria Integrada

 

ACOMPANHE AO VIVO

Atualizar
  • 12h34

    25/07/2018

    O Estado agradece pela sua audiência e por acompanhar o Fórum. Veja a cobertura completa do evento no portal www.estadao.com.br e na edição de quinta-feira. 

  • 12h24

    25/07/2018

    O painel vai chegando ao fim. 

  • 12h24

    25/07/2018

    O ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, diz que a política precisa de críticas da sociedade, mas reclama da falta de apoio. "As vítimas reconhecem, amigos e parentes também. Sem exigir e sem prestigiar uma boa polícia, não se faz boa segurança pública", afirma. 

     

  • 12h12

    25/07/2018

    Jungmann diz que o sistema penitenciário brasileiro é a maior ameaça à seguranpa pública e reconhece a necessidade de reestruturação. 

    "Esse sistema tem no seu interior todas as chefias de facções. Pelas nossas regras, eles continuam se comunicando com o crime na rua. Todo jovem que é colocado dentro desse sistema, para sobreviver, ele tem que fazer juramento ou fazer parte de uma facção dessa", afirma.

     

  • 12h07

    25/07/2018

    Pergunta sobre o caso da morte da vereadora Marielle para o ministro Raul Jungmann

    "Falar sobre um crime que está sendo investigado implica em restrições. A investigação prossegue, é complexa e tem, no ponto de vista dos mandantes, reflexo do que é o Rio de Janeiro. O Rio vive uma metástase em termos de que o crime organizado, quando ele controla os territórios, 1,1 milhão pessoas, ele começa a ter projeção na política, no Estado, nos órgãos de controle, nas polícias. Tudo isso se reflete no crime da Marielle. A cadeia que envolve os mandantes é um reflexo da crise que vive o Rio de Janeiro". 

     

     

  • 12h05

    25/07/2018

    Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública: 

    "Falar de droga é superpopular é o sistema prisional a partir do flagrante. Em termos econômicos, o Brasil quer continuar alimentando organizações criminosas ou discutir os efeitos que a droga pode ter? A questão não é legalizar ou não. A droga virou demônio por questões morais, religiosas, mas quem está tendo a coragem de pensar o problema a partir de uma lógica de gestão, econômica, mas faz mais mal do que o crime organizado? O que a sociedade quer fazer? Um debate moralista e religioso ou encará-la como um problema de saúde pública, tratá-la enquanto tal e liberar recursos para prender quem mata, quem estupra?" 

  • 12h04

    25/07/2018

    Questão para Renato Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

     

    "A lei que rege as polícias militares é de 1983. A lei que rege a forma como a polícia judiciária trabalha é de 1871. Estamos trabalhando com um olhar do século XIX, XX, achando que tudo é igual, deixando de priorizar questões em termos de política criminal. Vou tratar o caso de um criminoso com um fuzil na mão no Rio da mesma forma que um assaltante que está com revólver? A resposta não deveria ser essa. Mas hoje, da forma como está posto, é assim. O mesmo com a droga".

     

     

  • 11h59

    25/07/2018

    "Estamos num cenário pouco provável, mas não impossível (de ataque aterrorista). Temos uma demanda de fortalecimento desse sistema", diz José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública. 

  • 11h58

    25/07/2018

    "Temos uma internacionalização da economia, da política, do turismo. O terrorismo faz parte da preocupação do cenário atual. Temos uma demanda por um sistema sólido de inteligência, de identificar possíveis ameaças, seja de grupos criminosos que se espalham pelo País", responde José Vicente da Silva. 

  • 11h56

    25/07/2018

    Pergunta para o ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho. 

     

    A Polícia Federal descobriu grupo que promovia Estado Islâmico no Brasil. Até que ponto o Brasil está exposto a atos de terrorismo internacionais e o que deve ser feito para proteger nossas fronteiras? 

  • 11h55

    25/07/2018

    José Fucs questiona Raul Jungmann sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro. 

     

    "O Rio vive uma crise econômica, fiscal, moral. Tem 830 comunidades controladas pelo crime. 1,1 milhão de cariocas vivem na mão da milícia, do tráfico, do crime. A intervenção se impôs como necessidade. Sei da urgência e da premência que se quer (na recuperaçao da segurança). O copo está meio cheio, meio vazio. No copo vazio, tem bala perdida, milícia. No copo cheio, tem reestruturação do equipamento da polícia, financiamento,  planejamento, logística, requalificação. Não vai mudar do dia para a noite, mas ficará um legado e vamos entregar no final deste ano um Rio melhor em termos de segurança pública. Mas não curado da metástase em que foi levado por sucessivos governos". 

  • 11h52

    25/07/2018

    Raul Jungmann critica a possibilidade de mudança no estatuto do desarmamento. 

     

    "Esse debate em grande medida impulsionado pela indústria de armas no Brasil. Não acredito que autotutela seja solução. O que precisamos é de esforços para melhorar nossa segurança pública. Se todos estivéssemos mais armados, estaríamos mais seguros? Na verdade, se a arma é boa para atacar, para se defender representa uma grande possibilidade de se ter o contrário". 

  • 11h52

    25/07/2018

    Com a palavra, Raul Jungmann. 

     

    "Sim, pode-se fazer ajustes no estatuto, inclusive na questão rural. Mas o que se transita no Congresso é rasgar o estatuto. As medidas propostas levam a coisas como comercial de armas em rádio e TV. A possibilidade de que caminhoneiros, taxistas, possam andar no trabalho armado, inclusive tendo propriedade de seis a nove armas. É a possibilidade de que pessoas possam ter acesso a armas restritas".

     

     

  • 11h48

    25/07/2018

    Com a palavra, o ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva. 

     

    "Quando indivíduo tem arma, ele passa a ter uma opção que não tinha antes. Quando bandido vê a arma, ele não vai perdoar. Estão vendendo essa ilusão perigosíssima como instrumento de captação de voto, infelizmente", afirma. 

  • 11h46

    25/07/2018

    "O debate que faz a diferença é: que controle eu quero? Se provar que é necessário andar armado, a legislação já permite. A arma de fogo assumiu uma centralidade que, na prática, não deveria ter. O debate está sendo feito como se o cidadão precisasse se proteger exclusivamente. Quando, na verdade, temos que cobrar eficiência da política pública", afirma Renato Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.