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Veja como foi a entrevista com Márcio França na sabatina do Estadão

Candidato a prefeito de SP pelo PSB, ex-governador do Estado foi entrevistado na série de sabatinas das eleições 2020

O candidato do PSB à Prefeitura de São Paulo, Márcio França, participou nesta quinta-feira, 29, da série de sabatinas do Estadão com transmissão ao vivo pelo portal estadao.com.br

 

 

O ex-governador de São Paulo disputa as eleições 2020 ao lado de Antonio Neto, do PDT. Na última pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão, França aparece com 7%, tecnicamente empatado com Guilherme Boulos (PSOL), que tem 10% das intenções de voto. 

 

O candidato do PSB foi prefeito de São Vicente, cidade na Baixada Santista, por dois mandatos consecutivos, além de deputado federal em 2006 e 2010. Em 2018, assumiu o governo de São Paulo com a saída de Geraldo Alckmin para disputar as eleições presidenciais. Tentou se reeleger, mas acabou vencido pelo governador João Doria (PSDB) no segundo turno. 

 

A sabatina desta quinta teve mediação da colunista do Estadão e editora do BR Político, Vera Magalhães, com participação dos repórteres da equipe de Política. O candidato também teve de responder a perguntas enviadas por representantes da academia e de entidades da sociedade civil.

 

França foi o oitavo candidato da série de sabatinas, que já contou com a participação de Bruno Covas (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Celso Russomanno (Republicanos), Arthur do Val (Patriota), Filipe Sabará (Sem partido) - cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral -, Joice Hasselmann (PSL) e Marina Helou (Rede). 

 

Abaixo, confira a ordem das entrevistas, definidas em sorteio que contou com a presença de representantes das campanhas:

 

30/10 - Jilmar Tatto (PT)

03/11 - Orlando Silva (PCdoB)

04/11 - Andrea Matarazzo (PSD)

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Atualizar
  • 16h50

    29/10/2020

    O Estadão Verifica checou a sabatina de Márcio França. O candidato à Prefeitura pelo PSB citou números errados sobre orçamento e cargos comissionados. Veja aqui o resultado.

  • 16h29

    29/10/2020

    Estadão Verifica: "Márcio França negou que tivesse retirado dinheiro da Fapesp quando era governador de São Paulo. Sua gestão chegou a decretar a retirada para complementar o orçamento de outros órgãos estaduais, mas acabou voltando atrás.

     

    O Diário Oficial do Estado de 29 de dezembro de 2018 trazia um decreto com abertura de crédito suplementar de R$ 1,4 bilhão para 'diversos órgãos da administração pública'. O texto de fato trazia a informação de que parte dos recursos teria fonte em 'recursos desafetados da Fapesp', no valor de R$ 140 milhões.

     

    Dois dias depois, o governo voltou atrás e revogou o decreto. No dia 31 de dezembro, o mesmo texto do decreto foi publicado novamente, desta vez a menção à fonte dos recursos da Fapesp foi retirada."

  • 16h15

    29/10/2020

    'PESSOAL DA ESQUERDA NÃO QUER GANHAR ELEIÇÃO, QUER LACRAR', DIZ MÁRCIO FRANÇA

     

    Após pregar voto útil da esquerda no primeiro turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, o candidato do PSB, Márcio França, afirmou durante a sabatina desta quinta, 29, que candidatos da esquerda não querem ganhar eleição, e sim "lacrar". Confira os destaques da entrevista

     

    Pessoal da esquerda não quer ganhar eleição, quer lacrar', diz Márcio França

    Reprodução

  • 15h34

    29/10/2020

    Vera Magalhães encerra a sabatina com o candidato Márcio França, do PSB.

     

    A série volta amanhã com o candidato do PT, Jilmar Tatto

     

    Veja aqui a programação completa das sabatinas. 

  • 15h33

    29/10/2020

    Vera: "Voltando à estratégia de campanha, o foco todo foi em manter essa polarização com o PSDB. Como o prefeito segue crescendo nas pesquisas, o senhor pretende mudar essa estratégia e focar numa disputa com outros candidatos, como o Boulos?"

     

    França: "Desde o início, eu sempre disse que eu iria para o segundo turno com o Bruno (Covas). O avô dele (o ex-governador Mário Covas) foi importante, tem um tempo enorme de televisão, enfrentou uma circunstância na vida pessoal dele que é admirável. A outra vaga, não se sabia se teria um outro candidato à direita, e aí o Russomanno resolveu concorrer. O Russomanno é famoso, o mais famoso de todos nós por causa do programa na TV, mas tradicionalmente ele cai no final. No restante, temos o PT e o Boulos. O PT tem um rapaz que a vida inteira serviu ao PT e, quando chega a hora dele ser candidato, o PT acha que ele não é a pessoa certa – o que eu não acho correto, com alguém que foi correto a vida inteira com o PT. Eu penso que eu posso estar nesse patamar de 15, 17%."

     

    Vera: "Se cada um tiver 15 a 17%, o senhor tá prevendo 60% dos votos para a esquerda."

     

    França: "São três, 45%. Com 15% do Russomanno... O PT e o Boulos não cabem em uma casinha só. Vão dividir 20 pontos. Acho que o PT tem condição, é maior, mais forte, acredito que faça esse crescimento. A pergunta simples, e ninguém consegue escapar: por que desde agora, as únicas pesquisas que fazem em relação ao segundo turno, o único candidato que vence do Bruno no segundo turno sou eu? Nas nossas pesquisas internas, sempre dá o mesmo resultado. Nessa mesma XP de ontem, o Boulos tem 15%. Quando soma com as pessoas que podem votar nele, ele vai para 25%. No meu caso, vou para 40 e alguma coisa. Cada candidato aqui tem uma sombra para a presidência. Se o Bruno ganhar, as pessoas querem que o Doria vá para a Presidência. Russomanno, Bolsonaro reeleja. Boulos ou PT, querem o Lula. Se votarem em mim, querem um prefeito."

  • 15h27

    29/10/2020

    Godoy: "No caso da sua declaração de renda, o senhor teria declarado um patrimônio de R$ 272 mil, sendo que em 2018 foi de R$ 400 mil. Houve uma diminuição nesse patrimônio. O senhor vive na Vila Mariana, foi prefeito, deputado, governador. Nesse período todo, o senhor poderia ter recebido, bruto, R$ 6 milhões. Como o senhor explica para as pessoas que o seu patrimônio foi reduzido?"

     

    França: "Não sei se na última eleição declarei R$ 400 mil, acho que foi mais. Eu declarava dois imóveis. Em um  determinado momento da minha vida, eu doei um imóvel para o meu filho, o Caio. Eu tinha um segundo apartamento em Praia Grande, e quando a minha filha teve bebê, eu doei para ela. Me sinto feliz assim. O que eu fiz com o restante do dinheiro? Quem me pergunta sempre é a minha mulher. Agora, eu tenho zero interesse por dinheiro – 100% das minhas contas, quem administra, é a minha mulher. Gostaria muito de ter patrimônio."

  • 15h23

    29/10/2020

    França: "Com relação à questão dos pontos de ônibus, a gente tem uma ideia super simples. Na SPTrans, há todos os dados referentes a ônibus. Eles não são disponibilizados. Com um aplicativo, as pessoas poderiam saber antecipadamente quando o ônibus chega. Com relação à questão de dentro do transporte, eu não sei a quantidade do assédio, mas eu sei que tem muito caso em metrô. A gente quer criar uma denúncia por aplicativo. Eu vi esses dias um candidato falando de criar listas negras de empresas que fizessem algo errado em relação a raça. A informação pode estar errado e isso acaba com a vida da pessoa. É dúbio. Assédio tem que punir e, se puder identificar, você consegue tratar a pessoa que sofreu."

     

    Vera: "Ficou muito célebre uma declaração sua que dizia que a polícia militar gastava muito tempo aparteando brigas de casais. O que houve naquela fala? Houve algum tipo de erro ou mantém?"

     

    França: "Eu nunca usei a expressão casal ou marido e mulher."

     

    Vera: "Falou, sim."

     

    França: "O estado tem vários profissionais que podem auxiliar as pessoas. Não só casal, mas você pode ter diversas discussões. O que eu digo é que quando a pessoa quer polemizar, não há solução. Quem me fez essa pergunta foi o Boulos, que defende o fim da PM. Se não tiver PM, vai chamar quem? É maneira de falar. Em caso de violência, eu tive pessoalmente problemas por conta desse assunto. Todas as minhas relações, a minha história de vida, eu acho injusto."

  • 15h22

    29/10/2020

    Estadão Verifica: "França disse que '20% ou 30%' da população já tinha contraído a covid-19. De fato, um mapeamento feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Grupo Fleury indicou que 26,2% da população adulta da capital já foi infectada com o novo coronavírus." 

    Alex Silva/Estadão

  • 15h18

    29/10/2020

    Amanda Kamanchek, gerente de inovação Think Olga, por vídeo: “Candidato, as pesquisas mais recentes nos mostram que 97% das mulheres já sofreram assédio sexual nos transportes coletivos e privados no Brasil, e uma jornada recente da Think Olga mostrou que o lugar onde elas mais sentem medo são os pontos de ônibus. Como você, Márcio França, vai lidar com a importunação sexual contra mulheres no transporte público e nas ruas?”

  • 15h18

    29/10/2020

    Paula: "O senhor ofereceu parte de seu tempo de TV para outros candidatos. A lei não permite. Vocês chegaram a entrar com uma ação para permitir essa doação?"

     

    França: "O MP me notificou. Quem falou comigo foi a Marina Helou, pedi para preparar um texto curto de 30 segundos e eu leria. Acho que eles têm razão. Eu quis fazer o gesto em função da democracia."

     

    Paula: "O senhor não previa que ia dar esse problema? Muitos acusaram de fazer isso só para aparecer."

     

    França: "Eu quis fazer o gesto para que os outros pudessem aparecer. Não tem debates nesse ano. Uma emissora tem ligação com um candidato, outra com outro. As pessoas vão ter que nos encontrar lá na frente de novo."

  • 15h16

    29/10/2020

    Estadão Verifica: "França disse haver 18 mil crianças fora de creches, o que não corresponde aos dados divulgados pela gestão municipal. De acordo com o relatório de demanda escolar mais recente da Prefeitura, de setembro, havia 6.670 crianças aguardando vagas em creches. Em junho, esse número era de 22.732 alunos na fila."

    Werther Santana/Estadão

  • 15h15

    29/10/2020

    Vera: "E quanto as aulas?"

     

    França: "Preparar as escolas. Reveza os alunos, coloca 20% da sala. As crianças podem ir para o shopping e não podem ir para a aula? Claro, eles bateram tanto a cabeça com essa história de covid que a pessoa se sente insegura. Tem que poder fazer o teste em todo mundo, colocar na porta das escolas a preparação para cada escola, como outros países fizeram."

  • 15h14

    29/10/2020

    Vera: "A gente tem uma perspectiva de terminar o ano com o platô na pandemia ou uma segunda onda. A gente não tem nenhuma vacina aprovada. Qual é o seu plano para a volta às aulas, caso ainda a gente esteja nessa situação?"

     

    França: "O Doria anunciou 134 vezes essa história da vacina. Agora começou a se discutir se vai ser obrigatório uma vacina que não existe. O Supremo vai ser consultado."

     

    Vera: "Qual é a sua posição? E o seu plano?"

     

    França: "Toda pessoa de bom-senso tem a obrigação de tomar a vacina. É claro que o poder público não vai entrar de casa em casa para vacinar. 20 ou 30% já se contaminou. Meus filhos tiveram covid. Eles sõa obrigados a tomar? Já tiveram a contaminação do vírus. Só vou discutir a obrigatoriedade se tiver vacina."

  • 15h11

    29/10/2020

    Godoy: "O senhor teve uma rusga com o prefeito Covas em função do parque do Ibirapuera. O senhor dizia que o terreno era do Estado. Agora, o senhor sendo prefeito, pode cuidar da gestão dos parques. Quero saber se o senhor acha que esse modelo de concessão é o ideal?"

     

    França: "Depende do parque e da circunstância. Hoje, eu não faria. No período que fui governador, vendi a Cesp. Como secretário de Turismo, fiz a concessão do parque Imigrantes. O Doria, ao longo desses quatro anos, prometeu fazer uma coisa moderna. Mas ele não conseguiu fazer nada. Aliás, só um: o Pacaembu. O que eu disse para o Bruno na época é que não adianta vender uma concessão... Mas como alguém vai construir se tem pedaço do terreno em nome do Estado e outro em nome da Prefeitura? Tem que legalizar. O problema é fazer bem feito. Eu acho injusto cobrar para entrar no Ibirapuera. Não falaram isso, mas é assim. O gasto com parque, embora seja importante, não é prioridade. É muito pior gastar para fazer aquela fonte horrível no Anhangabaú."

  • 15h08

    29/10/2020

    Paula: "O senhor tem uma proposta da criação de uma frente de trabalho, para que esse valor de R$ 600 do auxílio emergencial seja pago em troca de trabalho de zeladoria. Uma parte desse dinheiro viria da não-nomeação de cargos não-comissionados e das Organizações Sociais (OSs). Quão fácil é reaver o dinheiro das OSs?"

     

    França: "Eu sou profissional da área de direito administrativo. Quando a prefeitura faz parceria com OS, ela faz para a prestação de um serviço. Quando sobra, no caso da Fapesp, esse dinheiro não é da prefeitura. No caso da OS, se por acaso sobrar dinheiro, não é um lucro da organização social, tem que voltar para a prefeitura."

     

    Paula: "Precisaria de uma medida judicial para resgatar essa verba?"

     

    França: "Eu posso deixar de remunerar e criar uma compensação administrativa. Eu inverto a situação. Essas OSs continuam fazendo serviço. Agora, o que resta saber: o dinheiro que sobrou na conta delas é da prefeitura ou lucro? Pra mim, é da prefeitura."

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